Dentro de Casa: design, arte e cidade em diálogo – Com curadoria de Daniel Virgnio e Natália Martucci, exposição na Semana de Design de São Paulo transforma o espaço doméstico em campo de encontro e reflexão

Dentro de Casa é um projeto expositivo que investiga as relações entre design, arte e cidade a partir do espaço doméstico, entendido como construção cultural, território de identidade e lugar de encontro. Apresentada durante a Semana de Design de São Paulo, a exposição ocupa a Galeria Metrópole, no centro da cidade, ativando o valor simbólico, histórico e urbano do edifício — marco da arquitetura moderna e da vida cultural paulistana.

Ao deslocar móveis de design e obras de arte de seus contextos habituais, a mostra propõe uma leitura da casa como linguagem. Um espaço moldado por escolhas, afetos e modos de viver, onde o design atua de forma silenciosa, porém decisiva, na organização do cotidiano e na construção de sentido. Aqui, o doméstico se expande: deixa de ser apenas íntimo para se tornar campo de troca, convivência e reflexão coletiva.

Inserida na Galeria Metrópole, Dentro de Casa estabelece um diálogo direto com a escala, a materialidade e a vocação cultural do centro de São Paulo. A exposição reúne trabalhos de mais de 30 designers, cujas peças articulam função, forma e narrativa, criando composições que transitam entre o uso e a contemplação, entre o individual e o coletivo. O conjunto se constrói como um espaço de relações, onde trabalhos distintos se encontram e passam a dialogar entre si.

Com curadoria e expografia assinadas por Daniel Virgnio e Natália Martucci, o projeto reflete um gesto colaborativo: dois criativos construindo juntos uma narrativa espacial que costura design, arte e cidade. Para Daniel Virgnio, Dentro de Casa parte da compreensão do design como um mediador silencioso das relações cotidianas. “A casa é um território de construção simbólica. Ela revela hábitos, memórias e modos de viver que muitas vezes passam despercebidos, mas que estruturam profundamente a nossa experiência no mundo.”

Segundo o curador, a escolha da Galeria Metrópole amplia e tensiona esse discurso. “Trazer o doméstico para um edifício emblemático do centro de São Paulo é uma forma de colocar a casa em diálogo direto com a cidade, com sua escala, sua história e sua vocação cultural. É nesse encontro, entre o íntimo e o urbano, que a exposição se constrói.”

Natália Martucci destaca o valor da criatividade coletiva presente no projeto. Para a curadora, “estar em contato com diferentes criativos e visões de mundo torna nosso morar e a vida mais interessante”. Ela acredita que a exposição nasce justamente desse encontro de perspectivas e da riqueza da cultura criativa brasileira.

Serviço
Exposição Dentro de Casa
De 7 a 15 de março
Galeria Metrópole – Piso 3
Das 10h às 19h

 

Fotos – @derekfernandes – Derek Fernandes

 

Camarote Morabeza Cabo Verde reuniu realeza africana, lideranças culturais e diáspora negra no carnaval do Pelourinho

Quatro dias de portas abertas do casarão secular  instalado no Largo do Terreiro de Jesus para receber, durante a folia momesca,  mais de dois mil participantes entre convidados, influenciadores, autoridades , baianos e turistas, consagrando o sucesso do terceiro ano do Camarote Vale do Dendê. Com o tema “Morabeza Cabo Verde”, uma homenagem à receptividade e gentileza cabo-verdiana, o primeiro camarote do Centro Histórico de Salvador consolidou-se como ponto de encontros e reencontros no mais tradicional dos circuitos da folia.

Neste ano, o estúdio instalado no Camarote Vale do Dendê – Morabeza Cabo Verde, fruto da parceria entre a TVA – TV panafricana de Cabo Verde e a Afro.TV, levou a alegria do carnaval soteropolitano para o continente africano. Personalidades brasileiras e estrangeiras falaram em meio à folia sobre ancestralidade, economia, criatividade, sustentabilidade, arte entre outros temas que atravessam o carnaval da Bahia. Telespectadores de Cabo Verde, Moçambique, Angola e Portugal assistiram as entrevistas exclusivas produzidas pela equipe da TVA e Afro.TV durante os dias de folia e assistiram as apresentações dos artistas  baianos que desfilavam em trios elétricos nos circuitos Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barra-Ondina) por meio da parceria com a TVE (TV pública do Estado da Bahia).

Saulo Montrond, fundador da TVA, define o resultado da parceria com a Afro.TV e na transmissão do Carnaval baiano a partir do camarote do Hub de Inovação como “extraordinário” e planeja ampliar essa conexão e produção de conteúdo brasileiro para compartilhar em países lusófonos. “Em Cabo Verde consumimos muito conteúdo brasileiro, a telenovela, a música, notícias passam na televisão. Imagina um canal africano de língua portuguesa vir para o Brasil e produzir. Então um dos nossos objetivos é obviamente ter estúdio um em  Salvador e outro estúdio em São Paulo e começarmos a produzir conteúdos que passam em Cabo Verde e nos outros países de língua portuguesa como Angola, Moçambique, estamos também em Portugal, que também tem toda uma diáspora enorme, mas também trazer conteúdos de Cabo Verde ao Brasil”, comentou.

 

Realeza 

A presença do Rei do Reino de Kabiawetsu  do Estado de Ada (Gana) –  Nene Tetteh Ayiku Abordonu IV, e da  Rainha do Zimbábue  Mambokadzi Aluko  configurou-se como um dos pontos altos da transmissão. Com a mediação de Emanuele Pereira e tradução de Kwabo Mabula (Angola) as lideranças africanas compartilharam reflexões profundas sobre sobre a ancestralidade, memória e o processo de resgate histórico. A passagem da realeza pela Bahia integrou a agenda da Conferência Internacional Sankofa-Brasil 2026 – evento estratégico voltado para o  fortalecimento do intercâmbio cultural  e troca de vivências e saberes entre Brasil e África, com destaque para a Bahia.

A magia dos blocos afros

Das sacadas da Casa do Olodum no Pelourinho ecoam sons que acompanham a forte percussão do bloco afro para anunciar que a sexta-feira de carnaval é dia do um espetáculo da cultura afro-brasileira. O Olodum recebe em sua sede, amigos, artistas e convidados para dar boas vindas ao desfile da cultura afro e toda sua ancestralidade ao invadir com histórias e músicas os circuitos do carnaval de Salvador. 

No sábado (14), a ladeira do Curuzu acolheu uma multidão de pessoas para ver a tradicional saída do Bloco Afro Ilê Aiyê, acompanhando o ritual religioso realizado antes do desfile do bloco afro, sinônimo de agradecimento e proteção. Após o rufar dos tambores, homens e mulheres negras reforçam suas belezas e reverenciar seus ancestrais ao seguiram em cortejo cantando, dançando e levando a alegria do primeiro bloco afro do Brasil que há meio século reafirma a identidade negra no carnaval de Salvador pelas ruas dos bairros do Curuzu e Liberdade em direção ao circuito principal do carnaval no Campo Grande (Osmar). Muzenza, Malê Debalê, Cortejo Afro, Didá, Filhos de Gandhy e muitas outras associações carnavalescas levaram para as ruas diversão para além da folia momesca – permanecem no carnaval como símbolo de resistência.

O Camarote Vale do Dendê – Morabeza Cabo Verde contou apoio institucional da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e dos parceiros Cabo Airlines,  Estúdio FeiraPod, Grupo Encantos, Case Comunica, Boraclub e Gráfica Zup que acreditaram nesta iniciativa. 

 

Inédita, Virada da Empreendedora vai percorrer o Brasil capacitando e conectando mulheres

A Rede Mulher Empreendedora (RME), primeira e maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil, anuncia o lançamento da Virada da Empreendedora, movimento nacional que levará capacitação, conexões e oportunidades de negócio a mulheres de diferentes regiões do país. Em 2026, a Virada da Empreendedora desembarca em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. A previsão é que, em 2027, o projeto chegue também a Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Belém, ampliando ainda mais seu alcance territorial.

A criação do projeto nasce a partir de um pedido da comunidade de milhares de empreendedoras da RME e de uma demanda histórica do público do Festival RME, considerado o maior evento de empreendedorismo feminino do Brasil. Ao longo dos anos, o festival passou a receber caravanas de diversas regiões, reforçando o desejo por edições descentralizadas. Em comemoração aos 16 anos da RME, esse pedido se transforma agora em realidade.

“A Virada da Empreendedora nasce da escuta ativa das mulheres que já fazem parte da nossa rede. São empreendedoras que já começaram seu negócio ou estão precisando só do empurrão inicial e precisam de direção estratégica para avançar. Nosso papel é apoiar essa virada de chave, oferecendo método, rede de apoio e oportunidades reais de desenvolvimento”, afirma Ana Fontes, fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora.

A iniciativa contempla mulheres que começaram ou desejam começar agora, assim como aquelas com negócios mais estruturados que buscam crescer, ganhar clareza estratégica, posicionar-se melhor e escalar seus negócios. São empreendedoras em fase de transição entre a execução e a consolidação, interessadas em planejamento, estratégia e apoio coletivo para transformar seus projetos em negócios sustentáveis e fontes reais de renda.

O projeto também se abre a mulheres que desejam iniciar um negócio, atuar no ambiente digital ou apenas gerar renda extra, além daquelas interessadas em conteúdos relacionados a carreira, autoconhecimento, capacitação e mentorias.

“Nosso objetivo é ajudar essas mulheres a fazer a virada de chave, proporcionando algumas das principais ferramentas que precisam para isso, especialmente com foco na expansão das vendas”, reforça Ana Fontes.

Virada da Empreendedora

A programação inclui:

  • Feira de negócios com empreendedoras locais
  • Mentorias com especialistas
  • Salas de conteúdo e workshops práticos

Cada edição da Virada da Empreendedora deve impactar cerca de 300 mulheres, totalizando 2.400 participantes ao longo do projeto. O evento acontece no formato de um dia e meio, com programação na sexta-feira à noite e atividades intensivas no sábado ao longo de todo o dia.

No eixo B2B, a Virada da Empreendedora se conecta a empresas de alcance nacional ou com atuação local, cujos produtos e serviços possam ser direcionados ao público feminino – ainda mais para empreendedoras. Entre os segmentos prioritários estão beleza e cuidados pessoais, moda, saúde e bem-estar, tecnologia, varejo, financeiro — incluindo bancos, fintechs e seguradoras; alimentação e bebidas, e serviços digitais, como e-commerce e marketplaces. O projeto se apresenta como uma plataforma estratégica para marcas que desejam gerar impacto social, fortalecer sua conexão com mulheres empreendedoras e atuar no desenvolvimento econômico local.

Datas e locais – 2026

  • Brasília (DF) – 20 e 21 de março
  • Rio de Janeiro (RJ) – 22 e 23 de maio
  • Recife (PE) – 21 e 22 de agosto
  • São Paulo (SP) – 27 e 28 de novembro

 

Serviço

O que: Virada da Empreendedora
Realização: Rede Mulher Empreendedora (RME)
Apoio: Instituto RME

Ingressos: www.viradadaempreendedora.net.br

 

Brasília (DF)Data: 20 e 21 de março de 2026

Rio de Janeiro (RJ)Data: 22 e 23 de maio de 2026

Recife (PE)Data: 21 e 22 de agosto de 2026

São Paulo (SP)Data: 27 e 28 de novembro de 2026

 

Formato: Evento presencial com duração de 1 dia e meio
– Sexta-feira: das 18h às 22h
– Sábado: programação em período integral

 

Sobre a RME

Primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil, a Rede Mulher Empreendedora – RME existe desde 2010 e já impactou mais de 15,6 milhões de pessoas. Criada pela empreendedora social Ana Fontes, a RME tem como missão apoiar as mulheres na busca por autonomia econômica e geração de renda, reforçando sua essência: o espaço é delas. Por meio de capacitações, conteúdo qualificado, conexões, mentorias, acesso ao mercado através de marketplace, programas de aceleração e acesso a capital, a RME transforma histórias e cria oportunidades.

Crédito da foto: Ana Paula Silva

Isa Silva abre sua primeira loja pop-up no Pelourinho, em Salvador

A estilista baiana Isa Silva abriu, no dia 23 de janeiro, sua primeira loja pop-up no Pelourinho, um dos espaços históricos e mais visitados de Salvador. A loja funciona dentro da Vale do Dendê, hub de inovação, cultura e economia criativa, reforçando o diálogo entre moda autoral, território e identidade cultural.

Pensado como um Espaço Conceito, o pop-up traduz o universo criativo da marca em um ambiente que une moda, cor, afeto e pertencimento. O projeto de arquitetura de interiores é assinado pelo escritório Fernanda Perez Interiores e valoriza a temporalidade do formato pop-up sem abrir mão da identidade da marca, criando um espaço acolhedor, fluido e convidativo, guiado pelo manifesto: “Acredite no Seu Axé”. O RP do projeto é assinado por Marcos Preto.

A abertura marca o retorno de Isa Silva a Salvador em pleno alto verão, após um momento de forte expansão da marca, que passou por rebranding, ganhou nova identidade visual desenvolvida pelo Coletivo Designer, e avançou em sua internacionalização, com desfile em Paris e vendas em Lisboa.

A estilista, neste verão, também assina a collab inédita com a CR Joalheria, marca baiana com mais de 30 anos de história e reconhecida nacionalmente por seu DNA cultural e autoral. Pela primeira vez, a tradicional pulseira do Senhor do Bonfim, criada há 21 anos pelo joalheiro Carlos Rodeiro, ganha uma edição especial assinada por um nome da moda brasileira. Batizada de “Acredite no Seu Axé”, a joia propõe uma releitura contemporânea de um dos maiores ícones da joalheria baiana, unindo fé, identidade, pertencimento e criação autoral.

Além da loja e collab, Isa cumpre uma intensa agenda cultural em Salvador, sendo madrinha do Baile da Aclamação e da Festa de Iemanjá, reforçando sua presença como criadora que transita entre moda, cultura, fé e identidade baiana.

Rede Mulher Empreendedora é premiada pela Brazilian-American Chamber of Commerce por atuação no desenvolvimento de lideranças femininas

A Rede Mulher Empreendedora (RME) foi reconhecida, pela primeira vez, com o Prêmio de Responsabilidade Social 2026, da Brazilian-American Chamber of Commerce ,na categoria de Desenvolvimento de Lideranças Femininas. A premiação destaca o compromisso da organização com a promoção da autonomia econômica das mulheres e o fortalecimento da liderança feminina como eixo central do desenvolvimento social e econômico no Brasil.

Fundada em 2010 por Ana Fontes, a RME é a primeira e maior rede de apoio a mulheres empreendedoras do país e já impactou mais de 4 milhões de mulheres por meio de capacitações, programas de aceleração, mentorias, conteúdos e recursos estratégicos que fortalecem as mulheres na criação, crescimento e escala de seus negócios, promovendo a inclusão econômica e o fortalecimento do ecossistema empreendedor brasileiro.

Ao longo dos 16 anos, destacaram-se projetos de educação financeira, negócios online e marketing digital, como empreender na gastronomia, inteligência artificial, entre outros, e programas como RME Conecta e RME Acelera, que promovem compras inclusivas e a aceleração de startups atuais ou futuras, além de eventos como o Festival RME, que só em 2025 atraiu 10 mil mulheres.

Grandes empresas foram parceiras nessa jornada, como Google, Visa, Amazon, Mapfre, Ambev, Shopee, Meta, Stone, Banco do Brasil, InfinitePay, Apex Brasil, Pluxee, Itaú Mulher Empreendedora, Banco BV, Rumo, Porto, iFood, Coca-Cola, 99, Uber, Mercedes Benz, Unimed, Vibra, United Airlines, Banco Cora Finep, Sebrae e dezenas de outras.

A empreendedora social e fundadora da RME, Ana Fontes, destaca sua satisfação em ver a Rede reconhecida internacionalmente. “Receber esse reconhecimento internacional é uma honra e também um reforço à validação do trabalho coletivo que construímos ao longo de mais de uma década. Investir no desenvolvimento de mulheres é investir em soluções mais sustentáveis, justas e inovadoras para a sociedade. Seguiremos ampliando pontes e oportunidades para que mais mulheres tenham autonomia econômica e protagonismo em seus territórios”, agradece Ana.

O prêmio será entregue durante o Jantar de Gala do Person of the Year Awards Gala Dinner, no dia 13 de maio de 2026, no American Museum of Natural History, em Nova York.

Rede Mulher Empreendedora completa 16 anos ampliando impacto e protagonismo no apoio a mulheres no Brasil

Organização pioneira já repassou mais de R$52 milhões em recursos de fomento e capital semente, fortalecendo negócios liderados por mulheres e ampliando autonomia econômica em todo o país

Primeira e maior rede de apoio a mulheres empreendedoras do país, a Rede Mulher Empreendedora (RME), fundada em 18 de janeiro de 2010 por Ana Fontes, completa 16 anos de atuação com resultados que consolidam sua referência no fortalecimento da autonomia econômico-financeira das mulheres e na justiça social no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o ecossistema RME – formado também pelo Instituto RME (IRME), instituição do grupo voltada a ajudar mulheres em vulnerabilidade social – impactou diretamente quase 4 milhões de mulheres. Este impacto também se estende ao núcleo familiar e comunidade das empreendedoras, alcançando estimativamente mais de 11 milhões de pessoas, considerando uma média de três outras vidas melhoradas por mulher atendida.

A Rede Mulher Empreendedora surgiu a partir da experiência pessoal de Ana Fontes e os desafios enfrentados na criação e no desenvolvimento de negócios. Desde então, a organização se consolidou como a maior plataforma de apoio ao protagonismo feminino e a autonomia econômico-financeira no Brasil. Para ela, os 16 anos mostraram que investir na autonomia econômico-financeira das mulheres é uma estratégia de desenvolvimento social do país. “Quando as mulheres acessam renda, crédito e conhecimento, os impactos ultrapassam o negócio e alcançam territórios inteiros, ampliando o poder de decisão das mulheres sobre suas próprias vidas e contribuindo para o rompimento de ciclos de violência e desigualdade”, diz.

Desde sua criação, a RME já realizou o repasse de mais de R$52 milhões na forma de capital semente, beneficiando mulheres e outras organizações sociais. A iniciativa faz parte das ações de fomento ao empreendedorismo feminino e empregabilidade desenvolvidas pela organização em parceria com grandes empresas, instituições e governo.

Atualmente, Rede e Instituto contam com 40 colaboradores, além de uma ampla rede de embaixadoras, mentoras, multiplicadoras e OSCs distribuídas pelo Brasil e que alcançam mais de 2 mil municípios. A atuação foi estruturada para ter escala nacional, sempre com uma base sólida de dados e pesquisas, parcerias estratégicas e impacto medido e mensurado.

Perfil das empreendedoras no Brasil

A pesquisa nacional “Empreendedoras e Seus Negócios 2025” – referência no país e realizada pelo Instituto RME por meio de seu núcleo de estudos e dados (LAB IRME) – mostrou as características estruturais do empreendedorismo feminino brasileiro. Segundo o levantamento, quase 60% das empreendedoras são chefes de família e responsáveis pelo sustento do lar. Além disso, quase 40% são mães solo, sendo que a maioria já era mãe antes de iniciar o empreendimento.

O estudo apontou ainda que 51% das mulheres empreendem por falta de emprego, evidenciando o empreendedorismo como alternativa de geração de renda. A renda média das empreendedoras entrevistadas é de R$2,4 mil por mês, e a maioria inicia o negócio por necessidade, e não por oportunidade.

Projetos de 2025 e o que vem pela frente

Ao longo dos anos, foram centenas de projetos no Brasil, de Norte a Sul. Somente em 2025, a Rede Mulher Empreendedora realizou 17 grandes programas voltados às mulheres juntamente a empresas parceiras, incluindo áreas como digital, gestão de negócios, gastronomia, tecnologia, vendas e finanças, além de executar diversas pesquisas e eventos.

No mesmo ano, o Festival RME – maior evento do país para empreendedorismo feminino – realizou sua maior edição desde a sua criação, reunindo:

  • 9.769 pessoas presentes (em comparação a 5.108 em 2024);
  • 19.636 pessoas inscritas (10.497 em 2024);
  • 13 patrocinadores e 18 parceiros institucionais.

Para 2026, Ana Fontes diz que a Rede e o Instituto RME vão expandir. “Ainda há milhões precisando de apoio no Brasil, um país muito desigual e com indicadores muito elevados de violência contra a mulher. Melhorar a vida das mulheres é levar mais desenvolvimento social e econômico para todas as regiões do território nacional. É impacto direto e de verdade”, enfatiza a fundadora. Segundo ela, 2026 será um ano de expansão de projetos para mais regiões, mais oficinas sociais e culturais, mais crédito para negócios femininos e também investimento maior em tecnologia, além de novas pesquisas e campos de atuação, como cidadania e exportação. “Será um grande ano para quem se juntar a nós nessa importante e necessária causa”, ressalta.

 

Mais dinheiro na mesa das mulheres

Entre os marcos recentes da organização está o lançamento do FIRME – Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras, iniciativa do Instituto RME voltada à ampliação do acesso ao crédito orientado.

O fundo conta com um investimento inicial de R$2,5 milhões do Instituto RME e tem como objetivo apoiar 100 negócios liderados por mulheres, que terão acesso a crédito de até R$12 mil. Serão inicialmente dois ciclos de capacitação e crédito, previstos para janeiro e março de 2026.

As empreendedoras selecionadas terão quatro meses de carência, taxa de 2,2%, com análise realizada pelo Banco Pérola. Até o momento, o FIRME já conta com mais de 1.500 mulheres inscritas. O projeto também recebeu aporte da Open Society, no valor aproximado de R$540 mil.

“O FIRME nasce para enfrentar um dos principais gargalos do empreendedorismo feminino, que é o acesso ao crédito. Criamos um modelo de crédito orientado, com condições adequadas à realidade das mulheres empreendedoras, especialmente aquelas que empreendem por necessidade.”, explica Ana Fontes.