Fábula musical de João Falcão é destaque familiar da Virada Cultural de São Paulo

 “O PEQUENINO GRÃO DE AREIA” APOSTA EM UMA EXPERIÊNCIA SENSÍVEL E GRATUITA PARA CRIANÇAS E ADULTOS NO CORAÇÃO DA AVENIDA PAULISTA

 

Em meio à programação da Virada Cultural 2026, o espetáculo “O Pequenino Grão de Areia”, surge como uma das opções culturais para toda a família na Avenida Paulista. Em cartaz no Teatro do SESI-SP, dentro do Centro Cultural Fiesp, o musical infantil escrito, musicado e dirigido por João Falcão integra a agenda gratuita do festival com sessões voltadas a públicos de diferentes idades. Livres e gratuitas, as sessões acontecem no sábado e no domingo, às 15h.

Instalado na Avenida Paulista, o Centro Cultural Fiesp participa da Virada Cultural com programação especial ao longo do fim de semana, reforçando a proposta do evento de democratizar o acesso à cultura e ocupar diferentes espaços da cidade com atrações gratuitas.
Com atmosfera sensível e visual poético, “O Pequenino Grão de Areia” se destaca como um dos programas para famílias que desejam aproveitar a Virada Cultural além dos grandes shows, em uma experiência que une teatro, música e imaginação no coração de São Paulo.

Com atmosfera sensível e visual poético, “O Pequenino Grão de Areia” se destaca como um dos programas para famílias que desejam aproveitar a Virada Cultural além dos grandes shows, em uma experiência que une teatro, música e imaginação no coração de São Paulo.
Sinopse
Entre muitos grãos de areia, cada um com sua personalidade – um risonho, um chorão, um sabichão, um mandão, um medroso – nasce um delicado retrato da diversidade humana desde a infância. Nesse universo minúsculo e cheio de vida, um grão sonhador se apaixona por uma estrela e decide seguir esse desejo, mesmo quando tudo ao seu redor insiste que aquele amor é impossível. Ao tentar alcançá-lo, o grão sonhador confronta os limites da lógica, das promessas fáceis e das expectativas, e é a própria natureza, com seu tempo e sabedoria, que conduz o desfecho poético dessa jornada.

Sobre o diretor João Falcão
Dramaturgo, roteirista, diretor e compositor, com 45 anos de carreira e 46 peças encenadas, consolidando-se como uma das principais referências do teatro brasileiro contemporâneo. Iniciou sua trajetória artística nos palcos de Recife, sua cidade natal, atuando e compondo para “Morte e Vida Severina”, em 1980. Aos 21 anos, dirigiu, escreveu e compôs “Muito pelo Contrário”, afirmando sua assinatura como criador integral. No teatro, projetou nacionalmente nomes como Wagner Moura, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta com o espetáculo “A Máquina”. Assina montagens marcantes como “A Dona da História”, “Ensina-me a Viver”, “Gonzagão – A Lenda” e “Gabriela – Um Musical”. Na televisão, criou séries de grande repercussão como “Comédia da Vida Privada”, “Sexo Frágil” e “Clandestinos”. No cinema, dirigiu e roteirizou obras como “A Máquina” e “Lisbela e o Prisioneiro”, além de colaborar em produções como “O Auto da Compadecida”. Recentemente desenvolveu o roteiro e a trilha sonora do filme “O Auto da Compadecida 2” e, após 25 anos, dirigiu uma nova montagem do antológico espetáculo “A Máquina”, reafirmando sua relevância na cena nacional.

Sobre o SESI-SP
O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes
visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram a marca de quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados. A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade. Também de atuar na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.

Ficha Técnica
Texto, direção e música original: João Falcão
Elenco: Bia Rezi, Bruna Alimonda, Cleomácio Inácio, Fábio Enriquez, Ellise Ruiz, Leo Bahia, Paulo Machado e Renato Luciano
Direção musical e arranjos: Ricco Viana
Cenografia: João Falcão e Vanessa Poitena
Figurino: Pablo Monaquezi e Tomie Savaget
Iluminação: Cesar de Ramires
Direção de produção: Marlene Salgado
Desenho coreográfico: Alisson Lima
Assistência de direção: Duda Martins e Jofrancis
Fotografia: Ale Catan
Identidade visual: Gabriel Azevedo
Redes Sociais: Gigi Prade
Assessoria de imprensa: Casé Comunica
Idealização: Clayton Marques, João Falcão e Marlene Salgado
Coordenacão de produção: Mauricio Inafre
Administração: Clayton Marques
Produção: Jacaracica e Marlene Salgado Produções

Serviço
Espetáculo: O Pequenino Grão de Areia
Local: Centro Cultural Fiesp – Teatro Sesi SP
Endereço: Av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do metrô) São Paulo – SP
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Entrada: Gratuita https://www.sesisp.org.br/eventos
Sessões: As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras, às 11h, e aos sábados e domingos, às 15h

Benedita Casé Zerbini estreia no teatro com “SURDA”, texto de Julia Spadaccini

ESPETÁCULO QUE TEM  DIREÇÃO DE DÉBORA LAMM  ABORDA A EXPERIÊNCIA DA SURDEZ INVISÍVEL

 

A atriz Benedita Casé Zerbini faz sua estreia nos palcos com o espetáculo SURDA, em cartaz no Teatro Poeirinha a partir de 9 de maio, em sessões com intérprete de Libras. A montagem marca o início de sua trajetória no teatro e aprofunda uma parceria artística que atravessa diferentes linguagens ao abordar a experiência da surdez com sensibilidade e potência. Com direção de Débora Lamm, o espetáculo segue em temporada até 28 de junho, com sessões quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Antes mesmo de estrear nos palcos, Benedita protagonizou “90 Decibéis”, com passagens em diversos festivais e lançamento previsto ainda para 2026 no Globoplay. Assim como na peça, o longa também explora o universo da deficiência auditiva e tem roteiro de Julia Spadaccini, autora do texto teatral — consolidando um diálogo criativo contínuo em torno do tema.

Em cena, Benedita interpreta uma mulher que passa a conviver com uma perda auditiva progressiva — um processo marcado não pelo silêncio, mas por uma intensa sobreposição de sons que só ela escuta. Sirenes, vozes, ruídos cotidianos e memórias sonoras se misturam, revelando um paradoxo que conduz a narrativa: “quanto mais você perde o som das coisas, mais você ganha sons da sua cabeça”.

 

Para Benedita, a estreia no teatro marca um passo de coragem e um encontro profundo com a própria história: “Estou muito feliz com essa estreia no teatro. É um desafio grande, um passo importante na minha trajetória, mas que encaro com coragem e entusiasmo. O monólogo é uma experiência intensa, dá aquele frio na barriga, mas é um frio gostoso, que me move. Estou cercada por uma equipe incrível, majoritariamente feminina, o que torna esse processo ainda mais potente e especial. Essa peça tem um significado muito profundo para mim, enquanto mulher com deficiência e mulher surda — é uma história que me atravessa e dialoga diretamente com a minha vivência. Estrear em um teatro tão simbólico e intimista como o Poeirinha torna tudo ainda mais bonito. É um trabalho que me representa e que eu abraço com muita verdade e gratidão.”

A dramaturgia autobiográfica de Julia Spadaccini aborda, pela primeira vez, sua própria vivência como mulher surda oralizada — condição em que a pessoa fala, mas possui perda auditiva profunda. E a escolha de Benedita reforça a autenticidade da obra: assim como a autora, a atriz também é surda oralizada e leva para o palco suas experiências pessoais.

Com recursos de áudio e projeções em vídeo, SURDA constrói uma narrativa fragmentada que percorre os impactos da deficiência auditiva nas esferas afetiva, familiar e profissional. Entre leveza, humor e emoção, a encenação convida o público a experimentar uma realidade ainda pouco compreendida.

Mais do que uma estreia nos palcos, o espetáculo também propõe um debate urgente: a ampliação do olhar sobre a surdez para além dos estereótipos. A proposta é deslocar a percepção do público e evidenciar que nem toda deficiência é visível, e que, muitas vezes, é justamente nessa invisibilidade que residem as maiores barreiras.

Créditos da imagem: Jorge Bispo

Ficha Técnica – SURDA 

Texto Julia Spadaccini

Direção Débora Lamm

Elenco Benedita Casé Zerbini

Intérprete de libras Diana Dantas

Colaboração Artística Cristina Moura

Assistência de direção Laura Araújo

Preparação vocal Leila Mendes

Cenografia Aurora Campos

Projeções e vídeos Camilla Lapa

Figurinos Carla Costa

Trilha Musical Dany Roland

Iluminação Ana Luzia Molinari de Simoni

Fotógrafo Rodrigo Menezes

Designer gráfico Brunella Provvidente

Direção de produção Dadá Maia

Pesquisa dramatúrgica Marcia Brasil

Assessoria de Comunicação: Casé Comunica

 

Serviço 

SURDA

Temporada: 09 de maio a 28 de junho de 2026

Teatro Poeirinha: Rua São João Batista, 104 – Botafogo

Telefone: (21) 2537-8053 

Dias e horários: quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos às 19h.

Ingressos: R$ 100,00 (Inteira) / R$ 50,00 (meia entrada)

Capacidade: 40 pessoas

Duração: 60 minutos

Classificação etária: Livre

Venda de ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro. 

Funcionamento da bilheteria: de terça a sábado das 15h às 20h; domingo das 15h às 19h.

do bem™ retorna às lojas com sabores clássicos que conquistaram o Brasil

Reconhecida por sua inovação em sucos 100% naturais, sem adição de açúcar e conservantes, a do bem™ está de volta ao varejo com cinco sabores que marcaram sua história e a consolidaram como uma das marcas mais queridas no mercado de sucos naturais. Agora, sob a gestão da Tial, marca pioneira em produzir bebidas à base de frutas, o público já pode encontrar nas lojas os seguintes sabores naturais: uva, laranja, maçã e água de coco. O chá mate com limão também está disponível. O retorno da marca está em sinergia com o crescimento da categoria de vendas de bebidas não alcoólicas, que projeta uma taxa de crescimento anual composta de 7%, gerando um incremento de mais de US$4 bilhões anualmente até 2028, segundo pesquisa da IWSR.

Versáteis e ideais para qualquer momento do dia, os sucos e água de coco estão disponíveis nos tamanhos de 1L e 200ml, enquanto o chá mate com limão tem sua versão menor em 250ml, prontos para acompanhar o consumidor onde estiver. Além das opções oferecidas, a marca segue avaliando novas possibilidades de produtos, assim como o desenvolvimento de linhas, sempre atenta às preferências do público. Com o objetivo de atender à demanda dos projetos em curso, a empresa investiu em maquinário e processos de produção, cuja instalação será realizada na unidade fabril localizada em Visconde do Rio Branco (MG). Segundo Victor Wanderley, CEO e sócio da Tial, a meta é ampliar a presença e oferecer ainda mais variedade aos consumidores em todo o Brasil.

“O foco da Tial é oferecer produtos saudáveis, por isso a do bem™ está totalmente alinhada ao nosso propósito. Vamos resgatar a essência da marca e, ao mesmo tempo, somar nossa expertise, criando novos produtos e ampliando a presença deste ícone no mercado de bebidas naturais”, finaliza o executivo.

As embalagens dos sucos do bem™ seguem a linguagem visual criativa, que é uma marca registrada da marca. Produzidas com tecnologia Tetra Pak, elas trazem em destaque os famosos textos bem-humorados.

Produtos do bem™

Suco de laranja integral

Com apenas 84Kcal por copo (200 ml), o suco de laranja integral do bem™ traz 100% de suco da fruta. Não tem adição de água, nem açúcar, conservantes ou aditivos químicos. O suco de laranja integral do bem™ tem 72 mg de vitamina C – mais que a quantidade diária mínima recomendada.

Suco de uva

O suco de uva do bem™ traz 100% de suco de uvas frescas, sem adição de açúcar, conservantes ou aditivos químicos. Com apenas 81Kcal por copo (200 ml), o suco de uva integral do bem tem™ 18mg de vitamina C, 0,48g de fibras.

Suco de maçã 

O suco do bem™ é feito com 100% de maçãs selecionadas. Não contém adição de açúcares, tem 0% de gordura e apenas 90 kcal (377 kJ) por copo de 200 ml.

Água de coco do bem™

A bebida do bem™ é feita com 100% de pura água de coco, vindos da Bahia e Espírito Santo, tem 0% de gordura e apenas 45kcal (187kJ) por copo de 200 ml.

Chá mate com limão

Com apenas 72Kcal por copo (250 ml), o chá mate com limão do bem™ é feito com suco de limão e erva mate tostada. O chá mate com limão do bem™ tem 0,6g de proteínas.

Sobre a do bem™

A do bem™ é uma marca brasileira de bebidas naturais, fundada em 2007, no Rio de Janeiro, com o propósito de oferecer produtos saudáveis. Seu carro-chefe são os sucos sem conservantes, corantes ou adição de açúcar. O portfólio inclui sucos integrais, naturais, chás e água de coco — sempre com ingredientes de qualidade e uma forte identidade visual. Em 2025, a marca foi adquirida pela Tial, empresa mineira especializada em sucos naturais.

https://www.instagram.com/dobem/

Sobre a Tial

Fundada em 1986 em Visconde do Rio Branco, no estado de Minas Gerais, a Tial foi a primeira empresa brasileira a produzir bebidas de frutas prontas para consumo com 100% de ingredientes naturais e sem aditivos químicos. A empresa conta com cerca de 400 funcionários e, em 2024, teve um faturamento de 350 milhões de reais (58,9 milhões de euros). A Tial vende seus produtos em todo o Brasil e é líder de mercado de sucos de frutas na região de Minas Gerais, com uma participação de 19%, quase o dobro da concorrente mais próxima (dados de 2023).

“Torto Arado – O Musical” ganha três prêmios no Bahia Aplaude

“Torto Arado – O Musical” conquista três prêmios no Bahia Aplaude 2025, nas categorias: Espetáculo Adulto, Ator, para Diogo Lopes Filho e Especial, pela direção musical e composição da obra – sob a responsabilidade de Jarbas Bittencourt.

Adaptação do best-seller de Itamar Vieira Jr., dirigido por Elísio Lopes Jr, o espetáculo conta com 22 profissionais em cena, sendo seis músicos e 16 atores, todos com vasta experiência em suas áreas de atuação. Em duas horas e vinte minutos de duração, “Torto Arado – O Musical” mergulha na cultura popular brasileira ao contar a história de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, marcadas por um acidente de infância, que vivem em condições de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no sertão da Chapada Diamantina, na Bahia. Protagonizado por Bárbara Sut, Larissa Luz e Lilian Valeska.

Com o tema “Central dos Sonhos: o show começa aqui”, a cerimônia da 30ª edição da premiação do Bahia Aplaude aconteceu nesta quinta-feira, 29/05, no Teatro Sesc Casa do Comércio, exaltando sonhos e a força do teatro negro. Diretores, atores, produtores, críticos, escritores, entres outros importantes nomes da cena teatral, marcaram presença no evento que teve performances musicais e homenagens para a classe artística.

“Agradeço à vida e à arte e me sinto orgulhoso por fazer parte do teatro baiano. Queria agradecer aos produtores, diretores, elenco, banda e dizer que estamos fazendo a peça em outras cidades brasileiras e sempre levantamos a bandeira da Bahia no final das apresentações porque fazer, neste país, um um musical nas proporções em que fizemos, descentralizando a produção do eixo do Sudeste, é algo muito importante”, celebra Jarbas Bittencourt.

Lista de vencedores do Prêmio Bahia Aplaude 2025

Categoria Espetáculo Adulto: Torto Arado

Categoria Espetáculo Infantojuvenil: Infinito

Categoria Performance: Noiva

Categoria Direção: Thiago Romero (Candomblé da Barroquinha)

Categoria Ator: Diogo Lopes Filho (Torto Arado)

Categoria Atriz: Kátia Leal (Os dias lindos de Celina Bonsucesso)

Categoria Texto: Paulo Henrique Alcântara (Os dias lindos de Celina Bonsucesso)

Categoria Revelação: Filêmon Cafezeiro e Liz Novais (Mukunã: do fio à raiz)

Categoria Especial: Jarbas Bittencourt (Torto Arado)

Após turnê de sucesso, “Pequeno Manual Antirracista – A Peça” retorna ao Rio de Janeiro e estreia no Teatro Prio

Depois de ser apresentado em quatro cidades com sucesso de público, “Pequeno Manual Antirracista – A Peça” estrelado por Luana Xavier, com texto e direção de Aldri Anunciação, ocupa o palco do Teatro Prio, de 01 a 24 de novembro. Esta é a primeira adaptação de uma obra de Djamila Ribeiro para o teatro e marca a estreia de Luana Xavier em um monólogo. O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Novelis, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet. A peça é uma realização da Maré Produções Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução.

 

Este monólogo traz à tona questões raciais e a luta contra o racismo estrutural e individual, sendo dirigido por Aldri Anunciação, que também assina o texto. A peça terá sessões às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h, com acessibilidade em libras e audiodescrição.

 

Com uma abordagem poderosa e educativa, o espetáculo tem o potencial de provocar reflexões profundas sobre o racismo e suas estruturas. “Pequeno Manual Antirracista” não é apenas uma obra teatral; é uma ferramenta de transformação social que busca promover a inclusão, a diversidade e a equidade em nossa sociedade. É um projeto cultural de grande relevância e impacto social, capaz de fortalecer debates e conscientização importante sobre a luta contra o racismo.

 

“Poder fazer esse espetáculo novamente no Rio de Janeiro é uma sensação de estar em um território seguro, de estar em casa, literalmente, de pegar o carro e chegar ao teatro para apresentar um espetáculo que todas as pessoas deveriam assistir. Ele traz muita informação, muita emoção e nos faz refletir. Pode parecer lugar-comum o que estou dizendo, mas não é. Primeiro, porque Djamila Ribeiro é uma das maiores escritoras que temos na atualidade. Ter o prazer de transformar o primeiro livro dela em uma peça de teatro é uma honra gigante”, avalia Luana Xavier.

 

“Fico muito feliz quando outras linguagens se interessam pelo ‘Pequeno Manual’ porque acho que conseguimos comunicar e tocar as pessoas de outra forma. Acredito que o teatro tenha esse poder da narrativa, de levar as pessoas para uma reflexão em outro lugar que muitas vezes nós, escritores de não ficção, não conseguimos. Eu me sinto bastante segura sabendo que minha obra está com esta equipe de mãos negras, mentes negras. Confio bastante no Aldri, que vem fazendo um trabalho incrível em outros textos, bem como na condução da Maré Produções. A Luana é uma atriz jovem, que se posiciona, e eu tenho certeza que ela trará a mensagem de uma forma extremamente competente e bonita. Além da adaptação para o teatro, acabamos de vender os direitos para uma série, afirma Djamila Ribeiro, que é filósofa e jornalista negra feminista. “Este é meu terceiro livro publicado e até hoje me impressiona o seu alcance – inclusive está sendo estudado em escolas públicas e particulares”.

 

“O que me estimulou a mergulhar na obra de Djamila Ribeiro, especificamente ‘O Pequeno Manual Antirracista’, transformando essa obra não ficcional numa ficção, foi justamente o componente irônico desse título. Nós precisarmos de um manual pra fazer com que as pessoas se relacionem no Brasil é de uma crítica social imensa e é justamente esse componente que tem ‘caldo’ para uma ficção teatral, um espetáculo debochado, dramático, cômico, que faz com que as pessoas pensem o que está sendo realizado. O processo de escrita foi baseado na pesquisa sobre as motivações que levaram a autora original a escrever este Pequeno Manual Antirracista, misturando aspectos da minha vida pessoal (há componentes da minha biografia), pedaços biográficos também da Djamila, assim como da atriz Luana Xavier. Essa mistura fez com que eu emulasse a criação dessa personagem professora Bell, e de seu filho Alan. Falando do ponto de vista do diretor, do texto cênico, do que acontece ali no palco, a minha direção foi muito baseada e inspirada nas estéticas do afrofuturismo, assim como um namoro em cima do teatro de deboche, do teatro da ironia, que traz um pouco do humor e de criticidade para tudo isso”, avalia o diretor, Aldri Anunciação.

 

“Promover iniciativas que gerem reflexão e diálogo sobre equidade e inclusão está no centro do compromisso da Novelis de construir um futuro mais justo e sustentável para todos. Apoiar o ‘Pequeno Manual Antirracista – A Peça’ nos permite contribuir para a transformação social, amplificando vozes que abordam a luta contra o racismo estrutural de forma educativa e impactante. Esse projeto cultural é uma ferramenta importante para fortalecer a diversidade e a inclusão, dentro e fora da nossa empresa”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.

 

Sinopse

 

A professora de ensino médio Bell vê sua aula subitamente interrompida quando uma misteriosa e violenta manifestação irrompe fora da escola. Protegida e confinada na sala de aula, a professora inicia um irônico e animado fórum sobre o racismo brasileiro com sua querida turma. Contudo, o mundo de Bell e dos seus alunos vira de cabeça para baixo quando eles descobrem as verdadeiras causas do protesto que ocorre lá fora.

 

Sobre Luana Xavier (atriz)

Mulher, preta, de axé, neta de Chica Xavier, atriz, apresentadora, roteirista, produtora, assistente social, criadora de conteúdo e ativista antirracista. Luana Xavier participou de produções como Dona Flor e seus dois maridos, Sessão de Terapia, Barba Cabelo e Bigode, dentre muitas outras em teatro e audiovisual. Em 2022, foi uma das apresentadoras do Saia justa, o programa mais longevo da TV fechada.

 

Sobre Aldri Anunciação (texto e direção)

Ator, Diretor e dramaturgo baiano. Seus textos encenados no teatro foram “Namíbia, não!” , “O campo de batalha: a fantástica história de interrupção de uma guerra bem-sucedida”, “A Mulher do Fundo do Mar”, “Pele Negra, Máscaras Brancas” e mais recentemente o “Embarque Imediato” que trouxe de volta aos palcos baianos o ator Antônio Pitanga aos 80 anos de idade. No cinema e na TV, foi roteirista do longa metragem “Medida Provisória, dirigido por Lázaro Ramos. Aldri Anunciação é um dos cinco únicos autores baianos a ter sido laureado com o primeiro lugar na categoria de obra de ficção no Prêmio Jabuti de Literatura.

 

Serviço:

Pequeno Manual Antirracista

Monólogo com Luana Xavier

Texto e direção: Aldri Anunciação

Coordenação geral: Maré Produções Culturais

Temporada Rio de Janeiro: 01 a 24 de novembro de 2024

Local: Teatro Prio | Jockey Club

Endereço: Rua Vergueiro, Jockey Club Brasileiro – Av. Bartolomeu Mitre, 1110 – Lagoa, Rio de Janeiro

Sessões: sextas e sábados 20h / domingo às 19h

Classificação: 12 anos

Ingressos: R$100,00 (inteira); R$50,00 (meia entrada). Vendas pelo Sympla.

Cota promocional (limitado a 20% da casa): R$38,00 (inteira) / R$19,00 (meia)

Acessibilidade em todas sessões: libras e audiodescrição

Abertura de “Cinema é Cachoeira – Os Filmes de Ary Rosa e Glenda Nicácio” promove encontro entre público e cineastas no IMS Poços

A cinematografia contemporânea do Recôncavo Baiano pelo olhar dos cineastas Ary Rosa e Glenda Nicácio. Assim é a primeira edição de “Cinema É Cachoeira – Os filmes de Ary Rosa e Glenda Nicácio”, mostra realizada entre 02 e 28 de agosto, no IMS Poços de Caldas.

Coprodução Produção Rosza Filmes e Elo Studios, a programação apresenta ao público um recorte da diversidade cultural, social, histórica e geográfica da região, com produções premiadas em diversos festivais e já consagradas pelo público e crítica especializada, todas codirigidas por Ary Rosa e Glenda Nicácio, parceiros há mais de uma década na direção de filmes e também curadores da mostra. São elas: “Café com Canela” (2017), “Ilha” (2018), “Até o Fim” (2020), “Voltei!” (2021) e “Mugunzá” (2022) – destaque para a apresentação dos inéditos “Ilha”, de 2018 e “Mugunzá”, de 2022.

 

E a noite de abertura no IMS Poços será marcada pela exibição do longa-metragem “Até o Fim”, às 19h. Após o filme, a partir das 21h, o público contará com os diretores Ary Rosa e Glenda Nicácio, além da presença de Wall Diaz e Arlete Dias para um debate sobre cinema, família, memória e intimidade. O drama “Até o Fim”, destaca o reencontro de quatro irmãs para esperar a morte do pai hospitalizado e que pode deixá-las a qualquer momento. Desabafos e reconhecimentos de quatro irmãs que não se reúnem desde a morte da mãe, há 15 anos.

 

A programação em Poços inclui também uma oficina realizada em 03 de agosto (sábado), com uma carga horária de 3 horas, ministrada pela dupla de cineastas e aberta ao público. E, nesta conversa, território, coletivo e economia criativa ancoram o pacto do fazer cinema junto à comunidade. A partir das 14h.

 

Premiado em inúmeros festivais, o drama “Café com Canela”, retrata o reencontro entre Margarida, que vive em Cachoeira – isolada pela dor do filho – e Margarida, que segue a vida na região, entre adversidades do dia a dia e traumas do passado. No longa-metragem de ficção e fantasia “Voltei”, as irmãs Alayr e Sabrina ouvem no radinho de pilha o julgamento que pode mudar os rumos de um país “sem energia”. E elas são surpreendidas por Fátima, a irmã que volta dos mortos para confraternizar nessa note histórica. E inéditos no circuito comercial de cinema do país, a mostra exibirá “Ilha”, drama estrelado por Aldri Anunciação e Renan Motta – onde um jovem da periferia sequestra um premiado cineasta para, assim, realizar um filme sobre sua história na ilha, lugar onde os nativos nunca conseguem sair. O segundo destaque inédito é “Mugunzá”, protagonizado por Fabrício Boliveira e Arlete Dias. Nele, Arlete acorda e está tudo fora do lugar. Ela perdeu um amor, um filho, a casa e agora quer justiça.

 

Durante a maratona de filmes, o público poderá acompanhar nas telonas atuações de grandes nomes do cinema brasileiro como Fabrício Boliveira, Aldri Anunciação, Babu Santana, Valdinéia Soriano, Renan Motta, Maíra Azevedo, Arlete Dias, entre outros importantes atores. A classificação indicativa varia de acordo com cada filme e temática das obras.

 

“A mostra é uma possibilidade de celebrar a trajetória da nossa produtora Rosza Filmes e dos nossos processos de produção, com filmes que foram produzidos no interior, no Recôncavo da Bahia. Acreditamos que estes filmes dialogam com os atravessamentos que ocorreram no país durante os períodos de produção, e que afetaram diretamente as nossas histórias”, enfatizam / comemoram os diretores e curadores da mostra, Ary Rosa e Glenda Nicácio.

 

A lista de cidades e de cinemas participantes será continuamente atualizada em: https://elostudios.com/film/mostra-cinema-e-cachoeira-os-filmes-de-ary-rosa-e-glenda-nicacio/ E o valor do ingresso para os filmes é o já cobrado por cada exibidor, nas cidades participantes. Viabilizada pela Lei Paulo Gustavo, a mostra “Cinema É Cachoeira – Os filmes de Ary Rosa e Glenda Nicácio” é coprodução Rosza Filmes e Elo Studios, com apoio do Governo do Estado da Bahia e do Governo Federal.

 

Sobre os filmes da programação:

 

CAFÉ COM CANELA

2016 – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Produção: Rosza Filmes

Drama / 103’

Elenco: Valdinéia Soriano, Aline Brune, Babu Santana, Arlete Dias, Aldri Anunciação, Guilherme Silva, Antônio Fabio, Dona Dalva Damiana de Freitas, Michelle Mattiuzzi

Trailer: https://youtu.be/ZrU2hMZu9wk

Sinopse: Recôncavo da Bahia. Margarida vive em São Félix, isolada pela dor da perda do filho. Violeta segue a vida em Cachoeira, entre adversidades do dia a dia e traumas do passado. Quando Violeta reencontra Margarida inicia-se um processo de transformação marcado por visitas, faxinas e cafés com canela, capazes de despertar novos amigos e antigos amores.

 

ILHA

2018 – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Produção: Rosza Filmes

Drama / 94’

Elenco: Aldri Anunciação, Arlete Dias, Renan Motta, Sérgio Lurentino, Tacle de Souza, Valdinéia Soriano

Trailer: https://youtu.be/4y2ORHiJ2oI

Sinopse: Emerson, um jovem da periferia, quer fazer um filme sobre a sua história na Ilha, lugar de onde os nativos nunca conseguem sair. Para isso, ele sequestra Henrique, um premiado cineasta. Juntos, os dois reencenam a própria vida, com algumas licenças poéticas.

 

ATÉ O FIM

2020 – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Produção: Rosa Filmes Produção

Drama / 91’

Elenco: Arlete Dias, Mary Dias, Wall Diaz

Trailer: https://youtu.be/gvL4tsX1f3Y

Sinopse: Geralda está trabalhando em seu quiosque à beira de uma praia no Recôncavo da Bahia, ela recebe um telefonema do hospital dizendo que seu pai pode morrer a qualquer momento. Ela avisa suas irmãs Rose, Bel e Vilmar. O encontro promovido pela espera da morte se torna um momento de desabafo e reconhecimentos das quatro irmãs que não se reúnem desde a morte da mãe, há 15 anos.

 

VOLTEI!

2021 – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Produção: Rosa Filmes Produção

Ficção – Fantasia / 78’

Elenco: Arlete Dias, Mary Dias, Wall Diaz

Trailer: https://youtu.be/QhNBUu_5Zcc

Sinopse: Brasil, 2030, as irmãs Alayr e Sabrina estão ouvindo no radinho de pilha o julgamento que pode mudar os rumos de um país “sem energia”. Elas são surpreendias por Fátima, a irmã que volta dos mortos para confraternizar nessa noite histórica.

 

MUGUNZÁ

2022 – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio

Produção: Rosza Filmes

Musical – Drama / 99’

Elenco: Arlete Dias, Fabrício Boliveira

Trailer: https://youtu.be/DRxWnYMHPGI

Sinopse: Arlete acorda e está tudo fora do lugar. Ela perdeu um amor, um filho, a casa e agora quer justiça.

 

Sobre Ary Rosa e Glenda Nicácio

Ary Rosa (37 anos) e Glenda Nicácio (32 anos) vivem no Recôncavo baiano, onde se formaram em Cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e fundaram a produtora independente Rosza Filmes (2011). Morando no Recôncavo, encontram na cultura popular local a pulsação para a realização em cinema, desenvolvendo filmes onde o processo de produção, a narrativa e a estética são elementos pautados nas dinâmicas do interior, pois fazem filme no interior com o interior. “Café com Canela” (2017), primeiro longa-metragem dos diretores, foi premiado em grandes festivais do país, amplamente exibido em mostras, cineclubes e no circuito comercial de cinema. Também dirigiram os longas-metragens de ficção “Ilha” (2018); “Até o Fim” (2020); “Voltei” (2021); “Mugunzá” (2022) e “Na Rédea Curta” (2022). A dupla de diretores foi homenageada na 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes (2023), por sua contribuição para a construção do cinema brasileiro.

 

Sobre a Elo Studios

A ELO STUDIOS desenvolve, produz, e distribui conteúdos audiovisuais que representam a diversidade do público brasileiro e que buscam entreter e impactar positivamente a audiência. Focada em conectar ideias, criadores e talentos, possui produções originais e inúmeros projetos em diversas fases de desenvolvimento.

 

Serviço mostra “Cinema É Cachoeira – Os filmes de Ary Rosa e Glenda Nicácio”

 

Poços de Caldas / IMS Poços de Caldas

R. Teresópolis, 90 – Jardim dos Estados, Poços de Caldas – MG

Período: entre 02/08 e 24/08

Abertura com filme: 02/08 – “Até o Fim”

Sessão: 19h / Debate: 21h

 

Oficina “Cinema de interior”

Sábado (03/08), 14h

A oficina “Cinema de interior”, com os diretores Ary Rosa e Glenda Nicácio, irá abordar aspectos da interiorização do cinema a partir do compartilhamento dos processos criativos e de produção da filmografia dos diretores Ary Rosa e Glenda Nicácio. Nesta conversa, território, coletivo e economia criativa ancoram o pacto do fazer cinema junto à comunidade.