Fábula musical de João Falcão é destaque familiar da Virada Cultural de São Paulo

 “O PEQUENINO GRÃO DE AREIA” APOSTA EM UMA EXPERIÊNCIA SENSÍVEL E GRATUITA PARA CRIANÇAS E ADULTOS NO CORAÇÃO DA AVENIDA PAULISTA

 

Em meio à programação da Virada Cultural 2026, o espetáculo “O Pequenino Grão de Areia”, surge como uma das opções culturais para toda a família na Avenida Paulista. Em cartaz no Teatro do SESI-SP, dentro do Centro Cultural Fiesp, o musical infantil escrito, musicado e dirigido por João Falcão integra a agenda gratuita do festival com sessões voltadas a públicos de diferentes idades. Livres e gratuitas, as sessões acontecem no sábado e no domingo, às 15h.

Instalado na Avenida Paulista, o Centro Cultural Fiesp participa da Virada Cultural com programação especial ao longo do fim de semana, reforçando a proposta do evento de democratizar o acesso à cultura e ocupar diferentes espaços da cidade com atrações gratuitas.
Com atmosfera sensível e visual poético, “O Pequenino Grão de Areia” se destaca como um dos programas para famílias que desejam aproveitar a Virada Cultural além dos grandes shows, em uma experiência que une teatro, música e imaginação no coração de São Paulo.

Com atmosfera sensível e visual poético, “O Pequenino Grão de Areia” se destaca como um dos programas para famílias que desejam aproveitar a Virada Cultural além dos grandes shows, em uma experiência que une teatro, música e imaginação no coração de São Paulo.
Sinopse
Entre muitos grãos de areia, cada um com sua personalidade – um risonho, um chorão, um sabichão, um mandão, um medroso – nasce um delicado retrato da diversidade humana desde a infância. Nesse universo minúsculo e cheio de vida, um grão sonhador se apaixona por uma estrela e decide seguir esse desejo, mesmo quando tudo ao seu redor insiste que aquele amor é impossível. Ao tentar alcançá-lo, o grão sonhador confronta os limites da lógica, das promessas fáceis e das expectativas, e é a própria natureza, com seu tempo e sabedoria, que conduz o desfecho poético dessa jornada.

Sobre o diretor João Falcão
Dramaturgo, roteirista, diretor e compositor, com 45 anos de carreira e 46 peças encenadas, consolidando-se como uma das principais referências do teatro brasileiro contemporâneo. Iniciou sua trajetória artística nos palcos de Recife, sua cidade natal, atuando e compondo para “Morte e Vida Severina”, em 1980. Aos 21 anos, dirigiu, escreveu e compôs “Muito pelo Contrário”, afirmando sua assinatura como criador integral. No teatro, projetou nacionalmente nomes como Wagner Moura, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta com o espetáculo “A Máquina”. Assina montagens marcantes como “A Dona da História”, “Ensina-me a Viver”, “Gonzagão – A Lenda” e “Gabriela – Um Musical”. Na televisão, criou séries de grande repercussão como “Comédia da Vida Privada”, “Sexo Frágil” e “Clandestinos”. No cinema, dirigiu e roteirizou obras como “A Máquina” e “Lisbela e o Prisioneiro”, além de colaborar em produções como “O Auto da Compadecida”. Recentemente desenvolveu o roteiro e a trilha sonora do filme “O Auto da Compadecida 2” e, após 25 anos, dirigiu uma nova montagem do antológico espetáculo “A Máquina”, reafirmando sua relevância na cena nacional.

Sobre o SESI-SP
O SESI-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes
visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram a marca de quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados. A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade. Também de atuar na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do SESI-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.

Ficha Técnica
Texto, direção e música original: João Falcão
Elenco: Bia Rezi, Bruna Alimonda, Cleomácio Inácio, Fábio Enriquez, Ellise Ruiz, Leo Bahia, Paulo Machado e Renato Luciano
Direção musical e arranjos: Ricco Viana
Cenografia: João Falcão e Vanessa Poitena
Figurino: Pablo Monaquezi e Tomie Savaget
Iluminação: Cesar de Ramires
Direção de produção: Marlene Salgado
Desenho coreográfico: Alisson Lima
Assistência de direção: Duda Martins e Jofrancis
Fotografia: Ale Catan
Identidade visual: Gabriel Azevedo
Redes Sociais: Gigi Prade
Assessoria de imprensa: Casé Comunica
Idealização: Clayton Marques, João Falcão e Marlene Salgado
Coordenacão de produção: Mauricio Inafre
Administração: Clayton Marques
Produção: Jacaracica e Marlene Salgado Produções

Serviço
Espetáculo: O Pequenino Grão de Areia
Local: Centro Cultural Fiesp – Teatro Sesi SP
Endereço: Av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do metrô) São Paulo – SP
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos
Entrada: Gratuita https://www.sesisp.org.br/eventos
Sessões: As sessões acontecem às quintas e sextas-feiras, às 11h, e aos sábados e domingos, às 15h

Benedita Casé Zerbini estreia no teatro com “SURDA”, texto de Julia Spadaccini

ESPETÁCULO QUE TEM  DIREÇÃO DE DÉBORA LAMM  ABORDA A EXPERIÊNCIA DA SURDEZ INVISÍVEL

 

A atriz Benedita Casé Zerbini faz sua estreia nos palcos com o espetáculo SURDA, em cartaz no Teatro Poeirinha a partir de 9 de maio, em sessões com intérprete de Libras. A montagem marca o início de sua trajetória no teatro e aprofunda uma parceria artística que atravessa diferentes linguagens ao abordar a experiência da surdez com sensibilidade e potência. Com direção de Débora Lamm, o espetáculo segue em temporada até 28 de junho, com sessões quintas, sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Antes mesmo de estrear nos palcos, Benedita protagonizou “90 Decibéis”, com passagens em diversos festivais e lançamento previsto ainda para 2026 no Globoplay. Assim como na peça, o longa também explora o universo da deficiência auditiva e tem roteiro de Julia Spadaccini, autora do texto teatral — consolidando um diálogo criativo contínuo em torno do tema.

Em cena, Benedita interpreta uma mulher que passa a conviver com uma perda auditiva progressiva — um processo marcado não pelo silêncio, mas por uma intensa sobreposição de sons que só ela escuta. Sirenes, vozes, ruídos cotidianos e memórias sonoras se misturam, revelando um paradoxo que conduz a narrativa: “quanto mais você perde o som das coisas, mais você ganha sons da sua cabeça”.

 

Para Benedita, a estreia no teatro marca um passo de coragem e um encontro profundo com a própria história: “Estou muito feliz com essa estreia no teatro. É um desafio grande, um passo importante na minha trajetória, mas que encaro com coragem e entusiasmo. O monólogo é uma experiência intensa, dá aquele frio na barriga, mas é um frio gostoso, que me move. Estou cercada por uma equipe incrível, majoritariamente feminina, o que torna esse processo ainda mais potente e especial. Essa peça tem um significado muito profundo para mim, enquanto mulher com deficiência e mulher surda — é uma história que me atravessa e dialoga diretamente com a minha vivência. Estrear em um teatro tão simbólico e intimista como o Poeirinha torna tudo ainda mais bonito. É um trabalho que me representa e que eu abraço com muita verdade e gratidão.”

A dramaturgia autobiográfica de Julia Spadaccini aborda, pela primeira vez, sua própria vivência como mulher surda oralizada — condição em que a pessoa fala, mas possui perda auditiva profunda. E a escolha de Benedita reforça a autenticidade da obra: assim como a autora, a atriz também é surda oralizada e leva para o palco suas experiências pessoais.

Com recursos de áudio e projeções em vídeo, SURDA constrói uma narrativa fragmentada que percorre os impactos da deficiência auditiva nas esferas afetiva, familiar e profissional. Entre leveza, humor e emoção, a encenação convida o público a experimentar uma realidade ainda pouco compreendida.

Mais do que uma estreia nos palcos, o espetáculo também propõe um debate urgente: a ampliação do olhar sobre a surdez para além dos estereótipos. A proposta é deslocar a percepção do público e evidenciar que nem toda deficiência é visível, e que, muitas vezes, é justamente nessa invisibilidade que residem as maiores barreiras.

Créditos da imagem: Jorge Bispo

Ficha Técnica – SURDA 

Texto Julia Spadaccini

Direção Débora Lamm

Elenco Benedita Casé Zerbini

Intérprete de libras Diana Dantas

Colaboração Artística Cristina Moura

Assistência de direção Laura Araújo

Preparação vocal Leila Mendes

Cenografia Aurora Campos

Projeções e vídeos Camilla Lapa

Figurinos Carla Costa

Trilha Musical Dany Roland

Iluminação Ana Luzia Molinari de Simoni

Fotógrafo Rodrigo Menezes

Designer gráfico Brunella Provvidente

Direção de produção Dadá Maia

Pesquisa dramatúrgica Marcia Brasil

Assessoria de Comunicação: Casé Comunica

 

Serviço 

SURDA

Temporada: 09 de maio a 28 de junho de 2026

Teatro Poeirinha: Rua São João Batista, 104 – Botafogo

Telefone: (21) 2537-8053 

Dias e horários: quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos às 19h.

Ingressos: R$ 100,00 (Inteira) / R$ 50,00 (meia entrada)

Capacidade: 40 pessoas

Duração: 60 minutos

Classificação etária: Livre

Venda de ingressos: Sympla e na bilheteria do teatro. 

Funcionamento da bilheteria: de terça a sábado das 15h às 20h; domingo das 15h às 19h.