Alceu 80 girassóis: o palco como território multilinguagens

Oblíquo e Radiográfico assinam a direção de arte e concepção cenográfica de “80 Girassóis”, de Alceu Valença

O encontro entre a obra de Alceu Valença e os estúdios Oblíquo e Radiográfico ganha forma em “80 Girassóis”, espetáculo que traduz para a cena a potência multilinguagens do artista. Com direção de arte e concepção cenográfica assinadas pelas duas casas, o projeto dialoga diretamente com a proposta cênica e musical do show. A cenografia estruturada a partir de um telão em formato de girassol – símbolo da turnê e metáfora dos oitenta giros solares de sua vida – surge como uma grande alegoria central do espetáculo, criando um palco em permanente mutação.

 

Quando falamos de Alceu Valença, falamos de um grande encenador – no sentido mais amplo da palavra. Alceu interpreta, dirige, corporifica o espetáculo. Sua presença nunca se limitou ao canto: ocupa o palco em multilinguagens desde sempre. Em 28 de dezembro de 1975, Nelson Motta escreveu sobre ele como uma das grandes revelações daquele ano no jornal O Globo:

 

“Numa área onde o rock se confunde com todos os sons do Brasil e do mundo, ocorreu certamente a revelação mais importante do ano – Alceu Valença, que explodiu com o seu som nordestino-indiano-inglês-árabe-all over. Com uma originalidade extraordinária e uma presença cênica rara entre os quase sempre estáticos cantores brasileiros, geralmente pouco preocupados com o lado teatral que existe num cantor, quer ele queira ou não, a partir do momento em que pisa num palco e há pessoas na plateia para aquele número de mágica, Alceu revelou um lado poderoso de intérprete e uma excelente perspectiva de autor musical.”

 

Com direção artística de Rafael Todeschini, diretor e cofundador do estúdio Oblíquo, 80 girassóis é um espetáculo de multilinguagens: “Trabalhamos com a obra do Alceu desde 2009 e, de lá para cá, realizamos inúmeros projetos de identidade e narrativa da sua obra. Este é, com certeza, o mais complexo de todos, pois adentramos no território sagrado de Alceu, o palco. Buscamos criar uma experiência que traduza as multilinguagens que Alceu cria. Além de musical, “80 girassóis” é teatral, cinematográfico, literário e pictórico. E, ao lado do Radiográfico, exploramos cada uma dessas linguagens”.

 

Com a parceria em “80 Girassóis”, o Radiográfico reforça sua atuação no universo da música. Em 2025, o estúdio conquistou o Grand Prix do BDA com a identidade visual em movimento da turnê “Tempo Rei”, de Gilberto Gil, consolidando o design como elemento central na construção de experiências culturais contemporâneas. “Ao lado dos parceiros da Oblíquo, estamos felizes por desenvolver um projeto para um artista com a dimensão de Alceu Valença. É uma grande responsabilidade traduzir visualmente a potência poética e toda a energia que atravessam sua obra”, destacam os sócios-fundadores do Radiográfico, Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia.

 

Mais do que ilustrar as músicas, buscou-se potencializar seus universos poéticos. Cada momento visual foi pensado em sintonia fina com o tema, o ritmo e a atmosfera de cada composição, criando uma experiência em que música, imagem e a presença cênica de Alceu se entrelaçam. O resultado é um espetáculo musical, teatral, cinematográfico, literário e pictórico, que percorre diferentes experiências do espaço de interação entre o público e o artista.

 

Girassol Cinematográfico

O show começa com uma abertura cinematográfica, com o depoimento do pai e da mãe de Alceu, falando da divergência sobre a crença na carreira artística do filho, ao som de Edipiana nº 1. Além disso, Aboio é ambientado com imagens de A Luneta do Tempo, filme do próprio Alceu, de 2015, e Tesoura do Desejo conta com imagens de Luis Abramo e Juba Valença. A Banda de Pife, em que os músicos são apresentados, traz trechos de Nordeste: cordel, repente e canção, de Tânia Quaresma, filme histórico sobre a cultura expressiva dos cantadores, emboladores, cordelistas, violeiros e repentistas dos interiores do Nordeste no ano de 1975. E também outro filme do ano anterior (1974) Zabumba, Orquestra Polular do Nordeste, de Zelito Viana, que expressam um universo semelhante. Embolada do Tempo tem registros fotográficos do Alceu menino até os dias de hoje, numa montagem arrebatadora do tempo. Destaque especial para Espelho Cristalino, que será representada pelo icônico ensaio fotográfico realizado por Cafi no contexto do lançamento do disco homônimo — momento em que imagem e música se fundem de maneira definitiva na construção do próprio Alceu como personagem de sua obra: “ver a luz do passado e do presente, viajar pelas veredas do céu, pra colher três estrelas cintilantes e pregar nas abas do meu chapéu”.

 



Girassol Teatral

O show apresenta propostas teatrais em músicas como Girassol, que inspirou o título da turnê e apresenta uma proposta imersiva de um pôr do sol com o horizonte do mar. Assim como em Solidão, que traz a lua, os astros e o universo como tema melancólico, e em Anunciação, as nuvens que trazem o tom celestial da música.

Táxi Lunar quebra a quarta parede ao convocar o público a participar conjuntamente de uma catarse coletiva. A homenagem ao principal parceiro musical de Alceu, Paulinho Rafael, emociona com o solo que ele criou para Hino do Elefante, performado por Zi Ferreira, e com o canto vigoroso de Alceu. Cabelo no Pente traz a imersão pelas ruas do passado e o pé caminhador de Alceu, e Pelas Ruas Que Andei homenageia o Recife antigo, sendo finalizado com a bandeira de Pernambuco.

 

Girassol Literário

Em Agalopado, emergem elementos do imaginário de Ariano Suassuna, numa identificação poética entre os dois artistas pela figura de Dom Quixote — o cavaleiro do sonho e da utopia. Coração Bobo incorpora o espírito junino através do corte e recorte das bandeirolas letradas de Catarina Dee Jah, que dão voz à letra ao coração do poeta que pipoca dentro do peito. Ao homenagear Luiz Gonzaga, Alceu resgata a tradição da oralidade do Rei do Baião, que fazia de suas músicas “contações de histórias”. O lirismo de Flor de Tangerina ganha corpo nas xilogravuras de J. Borges e J. Miguel, trazendo a delicadeza romântica da madeira talhada. É a partir dela que Alceu conta a narrativa de um poeta que está em busca do seu grande amor nas músicas seguintes.

 

Girassol Pictórico

Pagode Russo assume seu caráter onírico através das ambiências e personagens do artista olindense Getúlio Maurício, expandindo o delírio festivo da canção. Assim, como La Belle de Jour e a sua praia de boa viagem de Meton Joffily e Rafael Valença. Cavalo de Pau recebe os traços densos e emocionais da pintura de Elvira Freitas Lira. Em Estação da Luz e Sabiá, entram em cena as expressões gráficas de Virgolino e Marisa Lacerda, respectivamente, já profundamente associadas ao imaginário visual da obra de Alceu. Já Ciranda da Rosa Vermelha convoca o universo naïf de Edmar Fernandes, que recria uma Ilha de Itamaracá imaginária, afetiva e colorida. Nas carnavalescas Pirata José e Bicho Maluco Beleza, surgem as poéticas visuais de Marcos Amorim e Bajado, artistas que souberam traduzir como poucos a pulsação do Carnaval de Olinda. Em Tropicana, as obras de Sérgio Lemos reaparecem como matriz visual de inspiração de um dos mais emblemáticos sucessos do repertório de Alceu.

 

Apresentação: https://app.box.com/s/pfnenv1zpm5nccbxiwu8dyx20g4r9me6 

Imagens: https://app.box.com/s/9uvc3vp4cbvfd7b71gf7b996ajox2qz3

Sobre o Radiográfico

Fundado em 2005 por Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia, o estúdio Radiográfico é um dos grandes nomes do design autoral no Brasil. Com uma linguagem própria que entrelaça arte, design e colaboração, o estúdio cria imagens que não apenas comunicam — mas emocionam, provocam e transformam.

De marcos como a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 à turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil, passando por colaborações duradouras com a diretora Daniela Thomas e o programa educacional LIV, o Radiográfico constrói narrativas visuais com identidade e profundidade.

Com mais de mil projetos realizados e uma equipe multidisciplinar, o estúdio alia impacto cultural, consistência conceitual e inovação visual. Seu modelo criativo é sustentado por um tripé sólido — design, arte e colaboração — que permite navegar com fluidez entre o audiovisual, o gráfico, a cenografia e as experiências imersivas.

Em 2025, o Radiográfico celebra 20 anos reafirmando seu espírito experimental e autoral, enquanto amplia fronteiras e compartilha sua linguagem com novos públicos ao redor do mundo.

https://www.radiografico.com.br/ 

 

Sobre o Oblíquo 

Fundado em 2010 por Erika Martins e Rafael Todeschini, o estúdio Oblíquo cria identidades e narrativas em inúmeras linguagens. Não há uma linha autoral que define o trabalho do estúdio, mas uma multiplicidade de experimentações que traduzem um propósito transversal. Na trajetória do estúdio foram atendidos clientes como Chás Leão, Verde Campo, Globo, Alceu Valença, Casa Estação da Luz, Queira Agroecologia, ICOM, Instituto Coca-Cola, Sistema OCB, Amata, Caixa Cultural, Keith Haring Foundation, Prefeitura do Rio de Janeiro entre outros. O estúdio se destacou com premiações nas últimas edições do Brasil Design Awards, Latin American Design Awards e na 14ª Bienal Brasileira de Design de 2024 nas categorias de branding, design gráfico, embalagem, ambientação e tipografia. Recentemente realizaram a curadoria e direção de arte da exposição “Alceu Valença, uma geografia visceral nordestina” que conta os mais de 50 anos de história do artista pernambucano na Casa Estação da Luz em Olinda, Pernambuco em 2024.

obliquo.com.br

 

Créditos da foto: Rogério von Krüger

Radiográfico anuncia Fernanda Guizan como nova sócia e reforça liderança feminina no mercado de design

 

Formada pela PUC-Rio, com trajetória marcada por projetos culturais e comerciais de relevância nacional, a designer assume a sociedade após oito anos de atuação no estúdio

 

O estúdio Radiográfico anuncia Fernanda Guizan como nova sócia, consolidando oito anos de colaboração e crescimento conjunto. Formada em Design pela PUC-Rio em 2015, iniciou a carreira como designer gráfica freelancer, desenvolvendo identidades visuais para projetos culturais como companhias de teatro, artistas da música independente e festivais de música e cinema.

 

Em 2017, Nanda Guizan integrou-se ao Radiográfico, onde ampliou sua atuação para além do design, assumindo responsabilidades estratégicas e coordenando projetos relevantes nas áreas de cultura, entretenimento e educação. Como liderança criativa, esteve à frente de trabalhos reconhecidos em premiações como LAD Awards e Bienal Brasileira de Design. Entre os destaques está a turnê Tempo Rei de Gilberto Gil, que conquistou o Grand Prix na categoria “Craft for Design” do Prêmio Brasileiro de Design em 2025.

 

Para a nova sócia, o Radiográfico representa a união entre conceito e experimentação, pilares que garantem entregas originais, consistentes e carregadas de sensibilidade. Sua entrada na sociedade simboliza a continuidade de um vínculo construído ao longo de oito anos de intensa troca e amadurecimento coletivo. “Estamos em um novo momento de expansão, com desafios e perspectivas renovadas. Minha entrada como sócia é a consolidação de uma parceria de longa data e a oportunidade de projetar o Radiográfico para o futuro, ampliando diálogos e áreas de atuação, sempre comprometidos com a curiosidade e a consistência”, finaliza Nanda.

 

Sobre o Radiográfico

Fundado em 2005 por Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia, o estúdio Radiográfico é um dos grandes nomes do design autoral no Brasil. Com uma linguagem própria que entrelaça arte, design e colaboração, o estúdio cria imagens que não apenas comunicam — mas emocionam, provocam e transformam.

De marcos como a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 à turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil, passando por colaborações duradouras com a diretora Daniela Thomas e o programa educacional LIV, o Radiográfico constrói narrativas visuais com identidade e profundidade.

Com mais de mil projetos realizados e uma equipe multidisciplinar, o estúdio alia impacto cultural, consistência conceitual e inovação visual. Seu modelo criativo é sustentado por um tripé sólido — design, arte e colaboração — que permite navegar com fluidez entre o audiovisual, o gráfico, a cenografia e as experiências imersivas.

Em 2025, o Radiográfico celebra 20 anos reafirmando seu espírito experimental e autoral, enquanto amplia fronteiras e compartilha sua linguagem com novos públicos ao redor do mundo.

 

https://www.radiografico.com.br/

 

Créditos da foto: Dani Dacorso

Dentro de Casa: design, arte e cidade em diálogo – Com curadoria de Daniel Virgnio e Natália Martucci, exposição na Semana de Design de São Paulo transforma o espaço doméstico em campo de encontro e reflexão

Dentro de Casa é um projeto expositivo que investiga as relações entre design, arte e cidade a partir do espaço doméstico, entendido como construção cultural, território de identidade e lugar de encontro. Apresentada durante a Semana de Design de São Paulo, a exposição ocupa a Galeria Metrópole, no centro da cidade, ativando o valor simbólico, histórico e urbano do edifício — marco da arquitetura moderna e da vida cultural paulistana.

Ao deslocar móveis de design e obras de arte de seus contextos habituais, a mostra propõe uma leitura da casa como linguagem. Um espaço moldado por escolhas, afetos e modos de viver, onde o design atua de forma silenciosa, porém decisiva, na organização do cotidiano e na construção de sentido. Aqui, o doméstico se expande: deixa de ser apenas íntimo para se tornar campo de troca, convivência e reflexão coletiva.

Inserida na Galeria Metrópole, Dentro de Casa estabelece um diálogo direto com a escala, a materialidade e a vocação cultural do centro de São Paulo. A exposição reúne trabalhos de mais de 30 designers, cujas peças articulam função, forma e narrativa, criando composições que transitam entre o uso e a contemplação, entre o individual e o coletivo. O conjunto se constrói como um espaço de relações, onde trabalhos distintos se encontram e passam a dialogar entre si.

Com curadoria e expografia assinadas por Daniel Virgnio e Natália Martucci, o projeto reflete um gesto colaborativo: dois criativos construindo juntos uma narrativa espacial que costura design, arte e cidade. Para Daniel Virgnio, Dentro de Casa parte da compreensão do design como um mediador silencioso das relações cotidianas. “A casa é um território de construção simbólica. Ela revela hábitos, memórias e modos de viver que muitas vezes passam despercebidos, mas que estruturam profundamente a nossa experiência no mundo.”

Segundo o curador, a escolha da Galeria Metrópole amplia e tensiona esse discurso. “Trazer o doméstico para um edifício emblemático do centro de São Paulo é uma forma de colocar a casa em diálogo direto com a cidade, com sua escala, sua história e sua vocação cultural. É nesse encontro, entre o íntimo e o urbano, que a exposição se constrói.”

Natália Martucci destaca o valor da criatividade coletiva presente no projeto. Para a curadora, “estar em contato com diferentes criativos e visões de mundo torna nosso morar e a vida mais interessante”. Ela acredita que a exposição nasce justamente desse encontro de perspectivas e da riqueza da cultura criativa brasileira.

Serviço
Exposição Dentro de Casa
De 7 a 15 de março
Galeria Metrópole – Piso 3
Das 10h às 19h

 

Fotos – @derekfernandes – Derek Fernandes

 

Crunchyroll e Levi’s apresentam colaborações criativas com três importantes artistas brasileiras

A Crunchyroll, plataforma que é o destino definitivo do anime, e a Levi’s, pioneira no setor de jeanswear, anunciam uma ação especial no Brasil que traduz, em linguagem criativa, as suas conexões com a cultura pop e a moda. À exemplo da ação proposta pela Crunchyroll no México em maio, com talentos urbanos da capital mexicana, as brasileiras Rita Wainer, Ana Strumpf e Luna Buschinelli foram convidadas pela plataforma para conectar, aqui no Brasil, a cultura pop e a moda com o vibrante universo do anime.

 

Cada artista recebeu o desafio de customizar as icônicas jaquetas Levi’s, reinterpretando a estética do anime a partir de seus próprios olhares e repertório artístico. Todas receberam quatro peças para trabalhar, com as seguintes diretrizes depois de prontas: uma jaqueta será doada a uma ONG de preferência da artista, outra será enviada para uma pessoa amiga da artista, outra peça ficará com a própria artista e outra será da Crunchyroll.

 

Ana Strumpf, Luna Buschinelli e Rita Wainer ressaltam detalhes de seu processo criativo, bem como suas referências para a composição das peças. Ana Strumpf destacou o quanto a linguagem do anime está atrelada à linha editorial do seu trabalho. “Essa ponte entre gerações criada pelo anime – amizade, o amor e temas como coragem e da beleza de nunca deixar de sonhar – me toca muito e eu tento transmitir essas mensagens no meu trabalho também através de ilustrações, paisagens e grafismos. Logo, se alguém olhar, se identificar e ficar feliz, para mim, já é uma conquista enorme”.

 

Já Luna Buschinelli, para criar sua peça, buscou referências que atravessaram tanto sua trajetória quanto o próprio imaginário dos animes, da estética urbana e dos videogames. “Desde o universo do graffiti, as cores, o traço mais gestual, a energia urbana, até esse mergulho profundo na estética japonesa que sempre me inspirou. Sou muito influenciada pelo traço do Osamu Tezuka, pelo visual de animes como Neon Genesis Evangelion e Cowboy Bebop. Hoje acompanho obras mais recentes como Gachiakuta e Demon Slayer, entre outras, que renovam essa estética e continuam alimentando meu repertório criativo”.

Rita Wainer ressalta quais características de seu estilo contribuíram para dar relevância à sua criação: “Ao receber o convite pensei numa personagem que é muito parecida com meu trabalho e que, ao mesmo tempo, carrega silêncio, força, mistério, contradição, fragilidade; características de alguém que observa mais do que fala e que tem um mundo interno muito rico também”.

A colaboração com as artistas brasileiras reforça o compromisso da plataforma em celebrar vozes locais e ampliar a presença do anime na nossa cultura. “Quando unimos a criatividade nacional com o storytelling do anime, criamos algo maior: um diálogo vivo que conecta fãs, inspira novas perspectivas e fortalece a nossa comunidade”, ressalta a Diretora de Marketing LATAM da Crunchyroll, Roberta Fraissat.

“A Levi’s sempre acreditou no poder da expressão individual e nada traduz melhor isso do que unir nossas peças ao olhar de artistas que representam a criatividade brasileira. Trabalhar com Rita Wainer, Ana Strumpf e Luna Buschinelli reforça nossa missão de celebrar narrativas autênticas e conectar a marca com novas estéticas e comunidades culturais. Ver o universo do anime reinterpretado por talentos locais mostra como a moda pode ser uma plataforma viva de diálogo entre culturas, gerações e formas de arte”, afirma Daniel Edo, Gerente de Marketing da Levi´s Brasil.

Uma celebração da criatividade brasileira em diálogo com uma das expressões mais influentes da cultura global.

 

E assim, as peças se tornam únicas, originais e verdadeiras obras de arte para vestir, que serão reveladas em primeira mão em uma exposição exclusiva para convidados, no dia 04 de dezembro, na Ziv Gallery, em São Paulo, a partir das 20h, com a presença das artistas, de alguns dos principais executivos da Crunchyroll – Scott Donaton (Vice-Presidente Senior Global Brand & Community), Norman Rabinovich (Vice-Presidente Creative Services), Raúl González Bernal (Vice-Presidente Regional de Marketing & Global Theatrical Marketing) e Roberta Fraissat (Diretora de Marketing LATAM) -, Daniel Edo (Gerente de Marketing da Levi´s Brasil) e convidados.

 

E ainda: entre 04 e 07 de dezembro, a Crunchyroll marcará presença também na CCXP25, maior feira de cultura pop do mundo, com um estande repleto de experiências imersivas, estúdio de dublagem, exibições de séries exclusivas, lançamentos globais da indústria do anime, além de ações e ativações para fãs.

 

Sobre a Crunchyroll®

Crunchyroll é a marca global de anime que alimenta o amor dos fãs pelo meio. Com a ambição de tornar os animes ainda mais parte da cultura pop, a Crunchyroll oferece aos fãs a melhor experiência e destino centrado em um serviço de streaming premium. A Crunchyroll possui a maior biblioteca dedicada de anime, um mundo imersivo de eventos, lançamentos cinematográficos emocionantes, jogos exclusivos, mercadorias imperdíveis, notícias atualizadas e muito mais. Anime é para todos e está disponível para streaming em diversos territórios através da Crunchyroll – seja no celular, através de consoles de jogos e dispositivos de tela grande em casa ou em desktops em qualquer lugar. A Crunchyroll, LLC é uma joint venture operada independentemente entre a Sony Pictures Entertainment, com sede nos EUA, e a Aniplex, do Japão, subsidiária da Sony Music Entertainment (Japão) Inc., ambas subsidiárias da Sony Group, com sede em Tóquio.

Acompanhe a Crunchyroll Brasil nas redes sociais e fique por dentro das últimas novidades do anime com a Crunchyroll Notícias.

Sobre a marca Levi’s®

Ícone do estilo americano, a Levi’s® é sinônimo de autenticidade e inovação. Desde 1873, seus jeans conquistam gerações ao redor do mundo. Presente em mais de 110 países, a marca segue evoluindo com peças que permitem a expressão pessoal de cada um. Saiba mais em levi.com.

Sobre a Levi Strauss & Co.

A Levi Strauss & Co. é uma das maiores empresas de vestuário do mundo, com marcas como Levi’s®, Dockers®, Denizen® e Beyond Yoga®. Seus produtos estão presentes em cerca de 120 países, por meio de canais próprios e mais de 3.400 pontos de venda. Em 2024, a empresa registrou receita líquida de US$ 6,4 bilhões. Mais informações: levistrauss.com | investors.levistrauss.com

Créditos fotográficos: Emanuel Araquan e João Victor e Silva Souza 

D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion tem pré-estreia animada

No último fim de semana de novembro, Rio de Janeiro e São Paulo receberam as pré-estreias de “D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion”, novo capítulo da franquia que vem conquistando gerações. Os eventos reuniram o elenco atual, convidados especiais e até detetives de hjtemporadas anteriores, celebrando a estreia de mais uma aventura no universo criado por Flávia Lins e Silva. Entre os presentes estavam Didi Couto e o filho Pedro, Ana Paula Xongani acompanha dos filhos, Cléo Faria, Nicole Orsini e outros nomes queridos pelo público. Em São Paulo, a lista de convidados contou com a curadoria de Patrícia Casé, da Casé Comunica.

 

 

O longa traz de volta Mel (Emilly Puppim), Zeca (Stéfano Agostini) e Max (Samuel Minervino), que desta vez precisam enfrentar um dos desafios mais intrigantes da série: o misterioso desaparecimento de Max. Para encontrá-lo, os jovens detetives atravessam um portal escondido no apartamento 333 e chegam ao fantástico reino de Ondion, um mundo repleto de criaturas mágicas, cenários encantados e novos enigmas. Dirigido por Mauro Lima, que retorna à franquia após “D.P.A. 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo”, o filme aprofunda o universo mágico da série, apresentando novos personagens interpretados por Gabriel Braga Nunes, Erika Januza, Érico Brás e Fabiula Nascimento, entre outros.

 

Com estreia marcada para 4 de dezembro de 2025, D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion promete diversão, mistério e fantasia para toda a família.

Expresso Futuro estreia sua 9ª temporada no Canal Futura

Expresso Futuro, série documental apresentada por Ronaldo Lemos no Canal Futura, estreia em 10 de novembro de 2025 sua 9ª temporada. Desta vez, o programa foi gravado na Estônia, um dos países mais inovadores do planeta. Pequeno em tamanho (com apenas 1,3 milhão de habitantes), o país báltico se transformou em um gigante em educação, tecnologia e cultura.

De país em ruínas a potência digital

Quando a Estônia recuperou sua independência em 1991, o cenário era de ruínas: economia colapsada, infraestrutura ultrapassada e PIB per capita de apenas US$ 1.100 em 1993. Naquele mesmo ano, o Brasil tinha um PIB per capita quase quatro vezes maior, de US$ 3.700.

Três décadas depois, a situação se inverteu. Hoje, a Estônia ostenta PIB per capita de mais de US$ 30 mil, enquanto o Brasil não ultrapassa US$ 11 mil.

O salto estoniano não veio do acaso. Foi resultado de decisões ousadas e estratégicas. Em 1997, o país decidiu conectar todas as suas escolas à internet, ainda quando a rede mundial engatinhava.

Em 2007, sofreu um dos primeiros grandes ataques cibernéticos da história, investiu pesado em cibersegurança e em sistemas digitais resilientes, criando o modelo que inspiraria outros países.

Inovação como identidade nacional

Daquelas escolhas nasceu um ecossistema que já produziu ao menos 10 unicórnios (empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), incluindo Skype, Wise (ex-TransferWise), Bolt, Pipedrive e Veriff. A chamada “gang do Skype” gerou novas gerações de empreendedores e consolidou a Estônia como um polo global de startups.

O país também se tornou o único do mundo a oferecer e-Residency, permitindo que qualquer pessoa, em qualquer lugar, abra e gerencie uma empresa na União Europeia totalmente online. Hoje, praticamente todos os serviços públicos estão digitalizados e acessíveis pelo celular, do pagamento de impostos à votação em eleições.

Educação: a aposta que mudou tudo

Um dos maiores trunfos estonianos é a educação. A Estônia ocupa o 1º lugar no ranking PISA da Europa e está entre os dez primeiros do mundo em leitura, matemática e ciências.

Em Tartu, cidade universitária do sul do país e onde parte da temporada foi gravada, Ronaldo Lemos conversou com a ministra da EducaçãoKristina Kallas. Ela explicou que a lógica é simples: a escola não serve para transformar alunos em enciclopédias inúteis, mas para prepará-los para a vida. Se a internet seria central para o futuro, precisava estar no currículo desde já.

Agora, a Estônia repete o gesto visionário: decidiu incorporar a inteligência artificial em todas as escolas. Desde 2024, professores e estudantes têm acesso irrestrito ao ChatGPT, em uma parceria nacional inédita. “Se a IA fará parte da vida, ela deve fazer parte da escola”, afirmou a ministra.

Ronaldo visitou escolas, conversou com os alunos e professores e sentiu na prática como o país está construindo um futuro baseado em IA.

Cultura, espiritualidade e meio ambiente

A nova temporada de Expresso Futuro não mostra apenas tecnologia. Também mergulha na cultura estoniana e em seus contrastes.

Por exemplo, as saunas e as “smoke saunas”, saunas de fumaça tradicionais, reconhecidas pela UNESCO como patrimônio imaterial da humanidade, onde silêncio, calor e ritual criam experiências de purificação.

Ronaldo mergulhou também nas florestas estonianas, que são essenciais para vida no país. Inclusive a religiões tradicionais, como o Maausk, baseada na “fé na terra”, que vê as florestas e pedras como lugares sagrados.

E claro, Ronaldo fala também de música e juventude: a cena cultural vai do folk-metal da banda Metsatöll à eletrônica underground de Tallinn, passando pelo legado do compositor Arvo Pärt, um dos mais executados do mundo.

Arvo Pärt nos ensina que o futuro não é só digital, ele também é silêncio, contemplação e escuta. Seu centro é um lembrete de que a inovação mais duradoura vem de dentro”, falou Ronaldo Lemos durante a gravação ao se surpreender com a obra viva do compositor (hoje com 89 anos).

Um laboratório de futuro para o Brasil

Ao longo de seis episódios, a temporada mostra como um país pequeno conseguiu tomar decisões certas no momento certo, criando prosperidade, inclusão e inovação. “Em 1993, a Estônia era mais pobre que o Brasil. Hoje, seu PIB per capita é três vezes maior. Esse salto não veio do tamanho, mas das escolhas. A Estônia apostou em tecnologia, educação e visão de futuro. O Brasil precisa fazer o mesmo se não quiser ficar para trás”, afirma Ronaldo Lemos.

Estreia

A 9ª temporada de Expresso Futuro estreia no dia 10 de novembro no Canal Futura e também no Globoplay e no Youtube.

Direção: Anna Penteado e Paulo Testolini

Produção: Paulo Testolini

Roteiro e Apresentação: Ronaldo Lemos

Direção Geral do Futura: Mariana Seivalos

Sobre o Ronaldo Lemos

Ronaldo Lemos é advogado, especialista em mídia, comportamento e tecnologia. É mestre em direito pela universidade de Harvard e doutor em direito pela USP. Foi pesquisador nas Universidades de Princeton, Oxford e no MIT. Ronaldo é foi apontando pelo Fórum Econômico Mundial como um dos “Jovens Líderes Globais”. Produtor de conteúdo incansável, Ronaldo Lemos é colunista semanal da Folha, além de Cientista Chefe do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITSrio.org). Foi professor das universidades de Columbia em Nova York e Tsinghua em Pequim. É um dos criadores do Marco Civil da Internet e renomado autor de livros, artigos e pareceres, no Brasil e no exterior. Seu programa Expresso Futuro é uma síntese de todo esse trabalho em diversas áreas.

Sobre o Futura

O Futura é uma experiência pioneira de comunicação para transformação social que, desde 1997, atua a partir de um modelo de produção audiovisual educativa, participativa e inclusiva. É uma realização da Fundação Roberto Marinho e resultado da aliança estratégica entre organizações da iniciativa privada unidas pelo compromisso de investir socialmente, líderes em seus segmentos: SESI – DN / SENAI – DN, FIESP / SESI – SP / SENAI – SP, Fundação Bradesco, Itaú Social e Globo.

O Futura está disponível gratuitamente via Globoplay para acompanhar o sinal ao vivo da programação, além de um catálogo com mais de 6400 vídeos. Assista também nas principais operadoras de TV por assinatura no Brasil:

• Net e Claro TV – 534 HD e 34

• Sky – 434 HD e 34

• Vivo – 68HD e 24 fibras ótica

• Oi TV – 35

É possível ainda assistir pela rede de TVs universitárias parceiras com sinal de TV aberta e parabólicas digitais. O Futura também está presente nas redes sociais: Tik Tok, Instagram, Facebook e YouTube.