Rede Mulher Empreendedora completa 16 anos ampliando impacto e protagonismo no apoio a mulheres no Brasil

Organização pioneira já repassou mais de R$52 milhões em recursos de fomento e capital semente, fortalecendo negócios liderados por mulheres e ampliando autonomia econômica em todo o país

Primeira e maior rede de apoio a mulheres empreendedoras do país, a Rede Mulher Empreendedora (RME), fundada em 18 de janeiro de 2010 por Ana Fontes, completa 16 anos de atuação com resultados que consolidam sua referência no fortalecimento da autonomia econômico-financeira das mulheres e na justiça social no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o ecossistema RME – formado também pelo Instituto RME (IRME), instituição do grupo voltada a ajudar mulheres em vulnerabilidade social – impactou diretamente quase 4 milhões de mulheres. Este impacto também se estende ao núcleo familiar e comunidade das empreendedoras, alcançando estimativamente mais de 11 milhões de pessoas, considerando uma média de três outras vidas melhoradas por mulher atendida.

A Rede Mulher Empreendedora surgiu a partir da experiência pessoal de Ana Fontes e os desafios enfrentados na criação e no desenvolvimento de negócios. Desde então, a organização se consolidou como a maior plataforma de apoio ao protagonismo feminino e a autonomia econômico-financeira no Brasil. Para ela, os 16 anos mostraram que investir na autonomia econômico-financeira das mulheres é uma estratégia de desenvolvimento social do país. “Quando as mulheres acessam renda, crédito e conhecimento, os impactos ultrapassam o negócio e alcançam territórios inteiros, ampliando o poder de decisão das mulheres sobre suas próprias vidas e contribuindo para o rompimento de ciclos de violência e desigualdade”, diz.

Desde sua criação, a RME já realizou o repasse de mais de R$52 milhões na forma de capital semente, beneficiando mulheres e outras organizações sociais. A iniciativa faz parte das ações de fomento ao empreendedorismo feminino e empregabilidade desenvolvidas pela organização em parceria com grandes empresas, instituições e governo.

Atualmente, Rede e Instituto contam com 40 colaboradores, além de uma ampla rede de embaixadoras, mentoras, multiplicadoras e OSCs distribuídas pelo Brasil e que alcançam mais de 2 mil municípios. A atuação foi estruturada para ter escala nacional, sempre com uma base sólida de dados e pesquisas, parcerias estratégicas e impacto medido e mensurado.

Perfil das empreendedoras no Brasil

A pesquisa nacional “Empreendedoras e Seus Negócios 2025” – referência no país e realizada pelo Instituto RME por meio de seu núcleo de estudos e dados (LAB IRME) – mostrou as características estruturais do empreendedorismo feminino brasileiro. Segundo o levantamento, quase 60% das empreendedoras são chefes de família e responsáveis pelo sustento do lar. Além disso, quase 40% são mães solo, sendo que a maioria já era mãe antes de iniciar o empreendimento.

O estudo apontou ainda que 51% das mulheres empreendem por falta de emprego, evidenciando o empreendedorismo como alternativa de geração de renda. A renda média das empreendedoras entrevistadas é de R$2,4 mil por mês, e a maioria inicia o negócio por necessidade, e não por oportunidade.

Projetos de 2025 e o que vem pela frente

Ao longo dos anos, foram centenas de projetos no Brasil, de Norte a Sul. Somente em 2025, a Rede Mulher Empreendedora realizou 17 grandes programas voltados às mulheres juntamente a empresas parceiras, incluindo áreas como digital, gestão de negócios, gastronomia, tecnologia, vendas e finanças, além de executar diversas pesquisas e eventos.

No mesmo ano, o Festival RME – maior evento do país para empreendedorismo feminino – realizou sua maior edição desde a sua criação, reunindo:

  • 9.769 pessoas presentes (em comparação a 5.108 em 2024);
  • 19.636 pessoas inscritas (10.497 em 2024);
  • 13 patrocinadores e 18 parceiros institucionais.

Para 2026, Ana Fontes diz que a Rede e o Instituto RME vão expandir. “Ainda há milhões precisando de apoio no Brasil, um país muito desigual e com indicadores muito elevados de violência contra a mulher. Melhorar a vida das mulheres é levar mais desenvolvimento social e econômico para todas as regiões do território nacional. É impacto direto e de verdade”, enfatiza a fundadora. Segundo ela, 2026 será um ano de expansão de projetos para mais regiões, mais oficinas sociais e culturais, mais crédito para negócios femininos e também investimento maior em tecnologia, além de novas pesquisas e campos de atuação, como cidadania e exportação. “Será um grande ano para quem se juntar a nós nessa importante e necessária causa”, ressalta.

 

Mais dinheiro na mesa das mulheres

Entre os marcos recentes da organização está o lançamento do FIRME – Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras, iniciativa do Instituto RME voltada à ampliação do acesso ao crédito orientado.

O fundo conta com um investimento inicial de R$2,5 milhões do Instituto RME e tem como objetivo apoiar 100 negócios liderados por mulheres, que terão acesso a crédito de até R$12 mil. Serão inicialmente dois ciclos de capacitação e crédito, previstos para janeiro e março de 2026.

As empreendedoras selecionadas terão quatro meses de carência, taxa de 2,2%, com análise realizada pelo Banco Pérola. Até o momento, o FIRME já conta com mais de 1.500 mulheres inscritas. O projeto também recebeu aporte da Open Society, no valor aproximado de R$540 mil.

“O FIRME nasce para enfrentar um dos principais gargalos do empreendedorismo feminino, que é o acesso ao crédito. Criamos um modelo de crédito orientado, com condições adequadas à realidade das mulheres empreendedoras, especialmente aquelas que empreendem por necessidade.”, explica Ana Fontes.

RME lança relatório sobre ‘Marketing de Causa para Negócios: Estratégias e Impactos para Empresas’

O arquivo traz contexto, conceitos, percepções do consumidor, dados, impactos, cases e insights estratégicos

Em um cenário onde consumidores demandam autenticidade e as marcas precisam entregar valor que vá além do produto, o marketing de causa se consolida como uma ferramenta estratégica essencial. É o que mostra o novo relatório lançado pela Rede Mulher Empreendedora (RME), maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil, que há 15 anos realiza um trabalho de promoção a autonomia econômica das mulheres por meio da geração de renda, capacitação e inclusão produtiva, aliada a empresas e marcas parceiras.

O material parte de uma premissa clara: investir em impacto social não é filantropia — é estratégia de negócio. Segundo relatório Edelman Trust Barometer 2024, 84% dos consumidores afirmam preferir marcas que promovam impacto positivo e autenticidade social, e de acordo com o estudo da Cone Communications, 90% dos millennials trocariam facilmente de marca para uma que esteja associada a uma causa.

A RME, segundo o estudo ‘Marketing de Causa’, já impactou mais de 15 milhões de pessoas e movimentou mais de R$ 50 milhões em renda para mulheres. Seus programas — como Ela Pode (com Google.org), Decola Garota (com Amazon) e Elas Prosperam (com Visa) — exemplificam como parcerias com propósito transformam vidas e comunidades. “Quando empresas investem em projetos de impacto social, não estão apenas apoiando indivíduos — estão movimentando a economia, fortalecendo comunidades e impulsionando o desenvolvimento do País”, afirma Ana Fontes, fundadora da RME.

Somente no último ano, a RME contou com uma equipe de mais de 50 colaboradores, mais de 100 embaixadoras, cerca de 100 multiplicadoras, passando de 900 mentoras e 280 ONGs parceiras, reforçando seu compromisso com o empreendedorismo feminino no Brasil. Segundo dados de avaliação de impacto da RME, as mulheres que conseguem aumentar suas rendas retornam até 90% dessa remuneração para suas comunidades, gerando impacto social e econômico massivos.

Com 15 anos de atuação no segmento, a RME é referência em desenvolver projetos em parceria com grandes empresas como Google.org, Visa, Amazon, Ambev, entre outras. O estudo traz insights estratégicos para empresas que desejam alinhar propósito e performance, como: integrar causas à cultura organizacional, comunicar com autenticidade, envolver colaboradores e medir resultados com transparência.

Cases relevantes

  • Natura: referência em inclusão social e sustentabilidade.
  • Mastercard: campanha True Name trouxe inclusão real à comunidade trans.
  • Burger King: apoiou o McDia Feliz, mesmo sendo concorrente.
  • RME + Google.org: capacitou mais de 350 mil mulheres por meio do programa Ela Pode.

Recomendações para empresas:

  • Integrar propósito à cultura organizacional.
  • Evitar greenwashing e social washing – autenticidade é fundamental.
  • Medir resultados com indicadores claros de impacto social (como o SROI).
  • Envolver colaboradores e comunicar de forma transparente.

Entre as recomendações centrais do report estão a integração de causas à cultura organizacional, a comunicação transparente e autêntica, a mobilização dos colaboradores e a mensuração de impacto com indicadores claros, como o SROI (Social Return on Investment). A autenticidade, segundo o estudo, é inegociável: práticas como greenwashing e social washing comprometem a credibilidade da marca e devem ser evitadas a todo custo. O material também alerta que marketing de causa não deve ser tratado como uma campanha isolada, mas como uma diretriz transversal do negócio. “A estratégia de alinhar o propósito da empresa com o marketing para o bem não só conquista a lealdade dos consumidores, mas constrói um legado sustentável”, finaliza Ana Fontes.

 

Serviço

Relatório: aqui.

 

Sobre a Rede Mulher Empreendedora

Primeira e maior rede de apoio a empreendedoras do Brasil, a Rede Mulher Empreendedora – RME existe desde 2010 e já impactou mais de 8,8 milhões de pessoas. Criada pela empreendedora social Ana Fontes, a RME tem como missão apoiar as mulheres na busca por autonomia econômica e geração de renda, reforçando sua essência: o espaço é delas. Por meio de capacitações, conteúdo qualificado, conexões, mentorias, acesso ao mercado através de marketplace, programas de aceleração e acesso a capital, a RME transforma histórias e cria oportunidades.

A RME promove eventos anuais como a Mansão das Empreendedoras e o Festival RME; eventos mensais como Café com Empreendedoras e Mentorias; também conta com um programa de aceleração, o RME Acelera, cursos intensivos para quem quer empreender, trilhas de conhecimento online e o programa RME Conecta, que faz a ponte entre negócios de mulheres com grandes empresas para negociação e fornecimento B2B. Em 2017, Ana Fontes resolveu ampliar seus objetivos e criou o Instituto Rede Mulher Empreendedora, focado na capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade.