Rede Mulher Empreendedora é premiada pela Brazilian-American Chamber of Commerce por atuação no desenvolvimento de lideranças femininas

A Rede Mulher Empreendedora (RME) foi reconhecida, pela primeira vez, com o Prêmio de Responsabilidade Social 2026, da Brazilian-American Chamber of Commerce ,na categoria de Desenvolvimento de Lideranças Femininas. A premiação destaca o compromisso da organização com a promoção da autonomia econômica das mulheres e o fortalecimento da liderança feminina como eixo central do desenvolvimento social e econômico no Brasil.

Fundada em 2010 por Ana Fontes, a RME é a primeira e maior rede de apoio a mulheres empreendedoras do país e já impactou mais de 4 milhões de mulheres por meio de capacitações, programas de aceleração, mentorias, conteúdos e recursos estratégicos que fortalecem as mulheres na criação, crescimento e escala de seus negócios, promovendo a inclusão econômica e o fortalecimento do ecossistema empreendedor brasileiro.

Ao longo dos 16 anos, destacaram-se projetos de educação financeira, negócios online e marketing digital, como empreender na gastronomia, inteligência artificial, entre outros, e programas como RME Conecta e RME Acelera, que promovem compras inclusivas e a aceleração de startups atuais ou futuras, além de eventos como o Festival RME, que só em 2025 atraiu 10 mil mulheres.

Grandes empresas foram parceiras nessa jornada, como Google, Visa, Amazon, Mapfre, Ambev, Shopee, Meta, Stone, Banco do Brasil, InfinitePay, Apex Brasil, Pluxee, Itaú Mulher Empreendedora, Banco BV, Rumo, Porto, iFood, Coca-Cola, 99, Uber, Mercedes Benz, Unimed, Vibra, United Airlines, Banco Cora Finep, Sebrae e dezenas de outras.

A empreendedora social e fundadora da RME, Ana Fontes, destaca sua satisfação em ver a Rede reconhecida internacionalmente. “Receber esse reconhecimento internacional é uma honra e também um reforço à validação do trabalho coletivo que construímos ao longo de mais de uma década. Investir no desenvolvimento de mulheres é investir em soluções mais sustentáveis, justas e inovadoras para a sociedade. Seguiremos ampliando pontes e oportunidades para que mais mulheres tenham autonomia econômica e protagonismo em seus territórios”, agradece Ana.

O prêmio será entregue durante o Jantar de Gala do Person of the Year Awards Gala Dinner, no dia 13 de maio de 2026, no American Museum of Natural History, em Nova York.

Rede Mulher Empreendedora completa 16 anos ampliando impacto e protagonismo no apoio a mulheres no Brasil

Organização pioneira já repassou mais de R$52 milhões em recursos de fomento e capital semente, fortalecendo negócios liderados por mulheres e ampliando autonomia econômica em todo o país

Primeira e maior rede de apoio a mulheres empreendedoras do país, a Rede Mulher Empreendedora (RME), fundada em 18 de janeiro de 2010 por Ana Fontes, completa 16 anos de atuação com resultados que consolidam sua referência no fortalecimento da autonomia econômico-financeira das mulheres e na justiça social no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, o ecossistema RME – formado também pelo Instituto RME (IRME), instituição do grupo voltada a ajudar mulheres em vulnerabilidade social – impactou diretamente quase 4 milhões de mulheres. Este impacto também se estende ao núcleo familiar e comunidade das empreendedoras, alcançando estimativamente mais de 11 milhões de pessoas, considerando uma média de três outras vidas melhoradas por mulher atendida.

A Rede Mulher Empreendedora surgiu a partir da experiência pessoal de Ana Fontes e os desafios enfrentados na criação e no desenvolvimento de negócios. Desde então, a organização se consolidou como a maior plataforma de apoio ao protagonismo feminino e a autonomia econômico-financeira no Brasil. Para ela, os 16 anos mostraram que investir na autonomia econômico-financeira das mulheres é uma estratégia de desenvolvimento social do país. “Quando as mulheres acessam renda, crédito e conhecimento, os impactos ultrapassam o negócio e alcançam territórios inteiros, ampliando o poder de decisão das mulheres sobre suas próprias vidas e contribuindo para o rompimento de ciclos de violência e desigualdade”, diz.

Desde sua criação, a RME já realizou o repasse de mais de R$52 milhões na forma de capital semente, beneficiando mulheres e outras organizações sociais. A iniciativa faz parte das ações de fomento ao empreendedorismo feminino e empregabilidade desenvolvidas pela organização em parceria com grandes empresas, instituições e governo.

Atualmente, Rede e Instituto contam com 40 colaboradores, além de uma ampla rede de embaixadoras, mentoras, multiplicadoras e OSCs distribuídas pelo Brasil e que alcançam mais de 2 mil municípios. A atuação foi estruturada para ter escala nacional, sempre com uma base sólida de dados e pesquisas, parcerias estratégicas e impacto medido e mensurado.

Perfil das empreendedoras no Brasil

A pesquisa nacional “Empreendedoras e Seus Negócios 2025” – referência no país e realizada pelo Instituto RME por meio de seu núcleo de estudos e dados (LAB IRME) – mostrou as características estruturais do empreendedorismo feminino brasileiro. Segundo o levantamento, quase 60% das empreendedoras são chefes de família e responsáveis pelo sustento do lar. Além disso, quase 40% são mães solo, sendo que a maioria já era mãe antes de iniciar o empreendimento.

O estudo apontou ainda que 51% das mulheres empreendem por falta de emprego, evidenciando o empreendedorismo como alternativa de geração de renda. A renda média das empreendedoras entrevistadas é de R$2,4 mil por mês, e a maioria inicia o negócio por necessidade, e não por oportunidade.

Projetos de 2025 e o que vem pela frente

Ao longo dos anos, foram centenas de projetos no Brasil, de Norte a Sul. Somente em 2025, a Rede Mulher Empreendedora realizou 17 grandes programas voltados às mulheres juntamente a empresas parceiras, incluindo áreas como digital, gestão de negócios, gastronomia, tecnologia, vendas e finanças, além de executar diversas pesquisas e eventos.

No mesmo ano, o Festival RME – maior evento do país para empreendedorismo feminino – realizou sua maior edição desde a sua criação, reunindo:

  • 9.769 pessoas presentes (em comparação a 5.108 em 2024);
  • 19.636 pessoas inscritas (10.497 em 2024);
  • 13 patrocinadores e 18 parceiros institucionais.

Para 2026, Ana Fontes diz que a Rede e o Instituto RME vão expandir. “Ainda há milhões precisando de apoio no Brasil, um país muito desigual e com indicadores muito elevados de violência contra a mulher. Melhorar a vida das mulheres é levar mais desenvolvimento social e econômico para todas as regiões do território nacional. É impacto direto e de verdade”, enfatiza a fundadora. Segundo ela, 2026 será um ano de expansão de projetos para mais regiões, mais oficinas sociais e culturais, mais crédito para negócios femininos e também investimento maior em tecnologia, além de novas pesquisas e campos de atuação, como cidadania e exportação. “Será um grande ano para quem se juntar a nós nessa importante e necessária causa”, ressalta.

 

Mais dinheiro na mesa das mulheres

Entre os marcos recentes da organização está o lançamento do FIRME – Fundo de Impacto e Renda para Mulheres Empreendedoras, iniciativa do Instituto RME voltada à ampliação do acesso ao crédito orientado.

O fundo conta com um investimento inicial de R$2,5 milhões do Instituto RME e tem como objetivo apoiar 100 negócios liderados por mulheres, que terão acesso a crédito de até R$12 mil. Serão inicialmente dois ciclos de capacitação e crédito, previstos para janeiro e março de 2026.

As empreendedoras selecionadas terão quatro meses de carência, taxa de 2,2%, com análise realizada pelo Banco Pérola. Até o momento, o FIRME já conta com mais de 1.500 mulheres inscritas. O projeto também recebeu aporte da Open Society, no valor aproximado de R$540 mil.

“O FIRME nasce para enfrentar um dos principais gargalos do empreendedorismo feminino, que é o acesso ao crédito. Criamos um modelo de crédito orientado, com condições adequadas à realidade das mulheres empreendedoras, especialmente aquelas que empreendem por necessidade.”, explica Ana Fontes.